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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Divulgação: Lançamento do livro "O ouro do coronel"

Jorge Tenório lança "O ouro do coronel" no Espaço Linda Mascarenhas


Diogo Braz

O escritor alagoano Jorge Tenório vai lançar seu mais novo livro, o romance "O ouro do coronel", às 19 horas desta terça, 05 de junho, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. 
Editado pela CEPAL, "O ouro do coronel" é um romance ambientado no sertão, durante a  grande seca 1915 e conta a história de um cangaceiro em sua saga em busca de vingança contra um coronel tirano que lhe tomou a noiva e imprime domínio massacrante aos habitantes da pequena cidade, assolada pelos problemas da falta d’água. Uma história cheia de perseguições e romance que mostra o retrato do Nordeste no início do século XX e traz uma história recheada de aventura e humor.


Jorge Tenório, o autor - Foto de divulgação

Jorge Tenório 

Ex-bancário nascido em Palmeira dos Índios, membro da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes – APALCA, Jorge Tenório é um autor regionalista, de estilo simples e direto, que conta histórias que se passam principalmente com o povo do sertão, ora engraçadas, ora tristes, e sempre fiel ao seu linguajar autêntico, de homem do campo.
Este é o 5º romance que Jorge Tenório publica. Seus romances anteriores são: O sacripanta (publicado pela EDUFAL); São José (publicado pela Fundação de Ação Cultural de Maceió); Guerra de Tolos(publicado pela Editora Catavento) e Armações do Capeta (publicado pela Editora Catavento). Já ganhou 04 prêmios da Academia Alagoana de Letras: 03 na categoria romance (O sacripanta, São José e Guerra de tolos) e um na categoria conto (Um caminhão de votos).

Serviço
Lançamento de O ouro do coronel, romance de Jorge Tenório
terça, 05 de junho, às 19 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Entrada franca

terça-feira, 29 de maio de 2012

Programação do Ciclo Isto não é real - Cinema é uma coisa Linda

Programação completa do ciclo Isto não é real

31/05 | quinta-feira | 19h
Close Up . 1990, 98min, Abbas Kiarostami

06/06 | quarta-feira| 17h [Sessão acontecerá, excepcionalmente, na Pinacoteca Universitária da UFAL.]
Todavia . 2011, 2min17seg, Alice Jardim
São Luís Caleidoscópio . 2000, 8min, Hermano Figueiredo
Interiores ou 400 anos de solidão . 2011, 30min, Werner Salles
+ Debate: o olhar poético no documentário

Interiores ou 400 anos de solidão

14/06 | quinta-feira | 19h
Ulysse . 1986, 22min, Agnès Varda
Daguerreótipos . 1976, 80min, Agnès Varda

21/06 | quinta-feira | 19h
Ismar . 2007, 13min, Gustavo Beck
Santiago . 2007, 79min, João Moreira Salles

28/06 | quinta-feira | 19h
Zoo . 1962, 10min, Bert Haanstra
Os camelos também choram . 2003, 90min, Byambasuren Davar e Luigi Falorni

Os camelos também choram

05/07 | quinta-feira | 19h
A casa é negra . 1963, 20min, Farugh Farrokhzad
Nascidos em bordéis . 2004, 85min, Zana Briski e Ross Kauffman

12/07 | quinta-feira | 19h
Não há ninguém aqui . 2000, 5min, Wagner Morales
O Sanduíche . 2000, 13min, Jorge Furtado
Jogo de cena . 2007, 100min, Eduardo Coutinho

19/07 | quinta-feira | 19h
Hiato . 2008, 20min, Vladimir Seixas
Garapa . 2009, 110min, José Padilha

Garapa

26/07 | quinta-feira | 19h
Manhã cinzenta . 1968, 22min, Olney São Paulo
Hércules 56 . 2006, 93min, Silvio Da-Rin

02/08 | quinta-feira | 19h
Recife Frio . 2009, 24min, Kleber Mendonça Filho
Nanook . 1922, 79min, Robert J. Flaherty

Recife Frio


09/08 | quinta-feira | 15h e 19h [Programação ESPECIAL Dia Nacional do Documentário]
| 15h
Experimento Kuleshov
Um homem com uma câmera . 1929, 80min, Dziga Vertov
| 19h
Isto não é um filme . 2011, 75min, Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb

Isto não é um filme

*Antes de ir às sessões vale checar a classificação indicativa dos filmes.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Divulgação: Cinema é uma coisa Linda


Cinema é uma coisa linda
Projeto do IZP e Cine Ideário exibirá filmes gratuitamente todas as quintas

Diogo Braz

            O nome não poderia soar melhor ou mais verdadeiro: Cinema é uma coisa Linda! Resultado da união entre Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) e o cineclube Cine Ideário, o projeto vai transformar o Espaço Cultural Linda Mascarenhas numa verdadeira sala de cinema, para exibir semanalmente filmes nos moldes de uma sessão cineclubista, com direito a boas conversas sobre a sétima arte.
Espaço de aglutinação, resistência e reflexão, cineclube é, como o próprio nome sugere, uma associação de pessoas que gostam de se juntar para apreciar e discutir cinema. Surgido nos anos de 1920, na França, os cineclubes foram e ainda são responsáveis pela formação crítica de grandes cineastas. Mas as sessões não são dirigidas somente aos profissionais da área, uma das características mais importantes do movimento cineclubista está justamente no seu caráter democratizante e participativo. É definitivamente um espaço aberto à sociedade, para debates sobre o audiovisual, e também sobre temas como o direito à diversidade cultural, democratização e acesso a novas tecnologias. “Filmes são feitos para serem vistos, o cinema só se completa com o público e os cineclubes são o público organizado”, resume a cineclubista Nataska Conrado.
            O projeto Cinema é uma coisa Linda é uma ação cineclubista que terá sua estreia no dia 31 de maio, às 19 horas, com o ciclo Isto não é real, que vai exibir uma seleção de documentários até o mês de agosto, sempre às quintas, no mesmo horário. A entrada é franca.

Arte da ação, que é uma coisa Linda

            O Diretor do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, Júnior Almeida, reafirma a importância de abrir as portas do teatro para atividades como esta. “Nossa intenção é movimentar o Espaço com ações que dêem retorno para a comunidade. No caso do projeto, além da exibição de filmes, haverá a oportunidade de se discutir o audiovisual em todas as suas nuances”, destaca.
Para o Cine Ideário, a projeto é uma oportunidade de expandir o movimento cineclubista. “Nos últimos dois anos, as nossas sessões aconteceram na sede do Ideário, um espaço muito agradável, mas também com algumas limitações, que impediram, por exemplo, acomodar mais de 30 pessoas durante as exibições. A nossa intenção sempre foi compartilhar nossas atividades com a sociedade, e a parceria com o IZP vai possibilitar essa expansão”, avaliou a cineclubista Alice Jardim. 

Ciclo Isto não é real

O ciclo Isto não é real é a primeira ação do projeto Cinema é uma coisa linda e apresentará mais de 20 documentários, numa programação que começa nesta quinta e segue até agosto. O cronograma das atividades pode ser conferido no Blog do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no endereço www.espacolindamascarenhas.blogspot.com. “É importante que haja essa continuidade, pois as pessoas saberão que toda quinta haverá cinema de qualidade e um debate interessante aqui no Espaço Linda. É importante para fomentar público”, analisa Júnior Almeida.

Cena do documentário iraniano Close Up, que será exibido na estreia do ciclo

A primeira proposta é proporcionar uma discussão sobre o gênero documentário, em um ciclo de exibições que irá comemorar o Dia Nacional do Documentário. “Vamos exibir uma série de documentários que, em alguns casos, brincam com esta distinção entre ficção e não-ficção. Selecionamos filmes que devem proporcionar ótimos debates. O documentário ainda é a produção audiovisual mais realizada em Alagoas, então isso faz com que o início do projeto, com esse ciclo de exibições, seja ainda mais pertinente”, avalia Nataska Conrado, membro do Cine Ideário.
O primeiro filme exibido pelo Cinema é uma coisa Linda no Ciclo Isto não é real será Close Up, documentário de 1990, dirigido pelo iraniano Abbas Kiarostami. Vale a pena comparecer e prestigiar a beleza do cinema.


Serviço
Projeto Cinema é uma coisa Linda – Ciclo Isto não é real
Estreia quinta, dia 31 de maio, às 19 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, com exibição do filme Close Up, de Abbas Kiarostami.
Entrada Franca

domingo, 27 de maio de 2012

"Rock-me" e "Luar e Serena: O Casamento"


A arte de revolucionar: Temporadas teatrais de “Rock-me” e “Luar e Serena: O Casamento”

Diogo Braz

A arte é transformadora, revolucionária! Quando realmente tocadas pela arte, as pessoas podem mudar totalmente a maneira de perceber o mundo ao redor. Assim é com o Teatro, arte de encenar. Para “brincar” de ser outros personagens, o ator necessita de sensibilidade para perceber, criar e passar uma mensagem ao público. E assim o público deve entender o Teatro, como veículo de mensagens, igualmente revolucionário e transformador.
O Espaço Cultural Linda Mascarenhas, aparelho cultural do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), vem buscando trabalhar o Teatro dessa forma, encarando-o não somente como opção de entretenimento, mas como uma ferramenta de transformações sociais. Abrindo suas portas para que companhias e grupos ensaiem e montem suas peças em pequenas ou médias temporadas, o Espaço Linda tem como filosofia apoiar espetáculos, peças ou qualquer outro tipo de manifestação que trabalhem com os aspectos menos comerciais da arte, e que possam deixar para o público um resultado eventualmente transformador na vida das pessoas que pelo teatro possam ser tocadas.

Logomarca do Espaço Linda já mostra sua afinidade com o Teatro

Os exemplos mais recentes desse modus operandi são as montagens “Luar e Serena: O Casamento”, da Companhia Teatral Simsenhô, e “Rock-me”, do grupo Infinito Enquanto Truque (IET).

Luar e Serena: O Casamento

            Ambientada no Sertão, a peça conta, por meio de uma linguagem leve e descontraída, a história de Luar, um rapaz namorador que deixa todas as mulheres de lado para dedicar sua paixão a Serena, moça cuja beleza também é objeto de desejo do valente Tempestade, fora da lei que inspira medo por onde passa. O texto também traz outros personagens como a primeira-dama perua e volúvel da cidade, o prefeito enganado, a filha espevitada dos dois, o amigo malandro do herói, o fantasma do avô da mocinha e um padre mulherengo. Figuras caricatas que passeiam numa trama cheia de confusões e frases espirituosas. “Esse foi o primeiro texto que eu escrevi e ele foi totalmente baseado numa história romântica do Nordeste, algo que pudesse transmitir muita alegria, muitos risos, escrito com o pensamento de fazer as pessoas sorrirem”, revelou o diretor e autor do espetáculo, Adaílton Moreira. A peça ficou em cartaz em uma curta temporada, nos dias 20 e 27 de maio, com quatro espetáculos, sendo dois por dia.

Cia Teatral Simsenhô em foto de divulgação do espetáculo

Luar e Serena é o resultado do trabalho desenvolvido pelo professor Adaílton Moreira junto com alunos do Colégio Gilvana Ataide Cavalcante Cabral no projeto Tempo Integral, que oferece ao alunado uma série de atividades extracurriculares, como esportes e atividades artísticas. A própria Companhia Simsinhô nasceu do projeto, há dois anos, e reúne hoje vinte e dois integrantes. Só na peça Luar e Serena, participam 14 atores, que se dividem em dois grupos, um para cada sessão do dia. “Nós temos vários membros que fazem regra três. Então, a gente pegou esse pessoal e colocou na primeira sessão do dia e os titulares na segunda apresentação, pra não deixar ninguém de fora”, explicou o diretor. “O pessoal da primeira apresentação, na estreia, teve de mostrar trabalho, um belo espetáculo, para garantir que eles se apresentassem novamente no segundo dia. Foi um teste e eles foram aprovados, com certeza”, elogiou o professor.

Bom humor com sotaque nordestino - Foto de Diogo Braz

O público compareceu e prestigiou o trabalho dos atores iniciantes, que se saíram bem, com desenvoltura merecedora de aplausos nas quatro sessões. “Eu gostei, os meninos se saíram muito bem. Essa é uma iniciativa muito boa, porque proporciona espaço para novos atores. E a gente precisa apoiar os atores da terra para que nosso Teatro tenha mais força”, elogiou o repórter cinematográfico Jacinto Branco.
Para os atores, o resultado de um ano de ensaios foi bem satisfatório. Ao som dos aplausos, eles parecem ter a certeza de que o Teatro tocou as suas vidas, revolucionando sua maneira de lidar com o mundo. “O Teatro mudou muita coisa na minha vida. É interessante porque hoje eu me conheço mais profundamente e tenho contato com outras pessoas através da arte, e a arte em si vem tomando conta das nossas vidas”, explica Caroline Mendonça, que interpreta Serena.

Casal apaixonado de protagonistas - Foto de Diogo Braz

Para Adaílson Santos, que interpreta Luar, o Teatro trouxe mais alegria para sua vida. “Mudou o modo da minha alegria, ele me deu mais liberdade. Antigamente eu era bem tímido, mas hoje em dia, através do Teatro, eu sou bem extrovertido. Não tenho mais vergonha de ninguém”, revela o jovem ator. Para Liza Lobato, que interpreta a mulher do prefeito, a arte de interpretar lhe deu mais confiança. “O Teatro mudou muita coisa. Eu me tornei mais confiante, perdi a vergonha e o medo de me expressar em público. Hoje eu tenho mais certeza do que eu quero”, afirma a jovem.

Aventuras descontraídas do Sertão brasileiro- Foto de Diogo Braz

No final da noite, o trabalho exibido no palco foi coroado com a aprovação do público e do professor, que elogiou os alunos por todo o processo de montagem da peça. “Montar este espetáculo com os alunos está sendo uma experiência maravilhosa, porque eu gosto muito de trabalhar com jovem, com a comunidade, com a periferia e gosto também de trabalhar com estudantes. Esta é a minha primeira experiência do tipo, mas eu garanto que é a melhor experiência da minha vida; tirando jovens da marginalidade, de pensamentos promíscuos, resgatando vidas das drogas: hoje eu estou particularmente realizado neste trabalho”, revela Adaílton Moreira.

O Casamento - Foto de Diogo Braz


Os interessados em conhecer mais sobre o trabalho da Cia Simsenhô, pode acessar a página do grupo no Facebook:


Rock-me

            Recém-estreado, no sábado passado, o espetáculo do Grupo Infinito Enquanto Truque é mais um belo exemplar da dramaturgia de Lael Correa. Com texto livremente adaptado da peça “Hoje é dia de Rock”, do mineiro José Vicente, Rock-me é um exercício de Teatro para pessoas que buscam a reflexão acima do entretenimento.

Rock n' Roll em cena - Foto de Diogo Braz

Mesmo com os problemas técnicos de sonoplastia acontecidos na estreia – e mesmo sendo uma peça que tem a música, a trilha e os efeitos sonoros como fio condutor de sua narrativa – o IET conseguiu mostrar um texto inteligente sobre o impacto das revoluções culturais trazidas pelas ondas do rádio em uma família sertaneja desde a década de 1950 até o início de 1970.
Os atores Bruno Alves, Cid Brasil, Dinah Ferreira, Monica Dogati, Paula Gomes, Ticiane Simões, Wagner Santos e Walfredo Luz estão muito bem em cena; há um entrosamento que é fruto de longos ensaios e de sensível direção de atores, o que faz com que o público não sinta, por exemplo, estranheza ao ver a jovem Ticiane Simões interpretar a mãe de cinco atores em sua mesma faixa etária fora dos palcos. Sobre o tablado não, cada um tem a idade de seus personagens. Os atores também encarnam pessoas em diferentes épocas de suas vidas e é possível notar isso na mudança dos gestos, que vão amadurecendo no decorrer do espetáculo.

IET e seus atores iluminados - Foto de Diogo Braz

O fervilhar dos personagens, representado ao mesmo tempo em que interage com o Rock – estilo musical que é essencialmente rebeldia – está bem caracterizado nos dilemas da família: as questões existenciais; a dúvida entre o sagrado ou o profano; os impulsos sexuais; a falta de identificação com o mundo ao redor, seja entre os próprios membros da família ou em relação à sociedade e sua época; um turbilhão de questões que são mais sugestões que a própria solução de problemas, isso é tarefa reservada para o público, que é quem busca encontrar os seus próprios sentidos e identificações com o que foi encenado na peça. Longe de ser um drama existencial, a Rock-me propõe essa reflexão de forma até mesmo descontraída, num texto repleto de momentos alegres, juvenis.

Atores em meio ao público - Foto de Diogo Braz

Ao final do espetáculo, aplaudido de pé, o grupo se desculpou pelos problemas técnicos e agradeceu ao parceiro de realização, o Instituto Zumbi dos Palmares, e ao público, que não pareceu ter se influenciado pela falha técnica. “A peça foi maravilhosa, mesmo sabendo que os integrantes do grupo estão meio tristes pelo problema da sonoplastia. Mas, para mim, isso não tirou o brilho não, foi maravilhoso”, elogiou o ator Andrey Stefani. Para a estudante de Jornalismo Bruna Cabral, os problemas atrapalharam, mas não comprometeram a apresentação. “Eu achei que os defeitos técnicos tiraram um pouco do feeling da peça, mas mesmo assim foi incrível. A trilha sonora é muito boa, pra quem quer curtir um pouquinho de Rock n’ Roll e ver uma história de décadas tão importante para a história do Rock, é muito bom”, avalia Bruna.

Dilemas universais de uma família sertaneja - Foto de Diogo Braz

Nivaldo Vasconcelos, membro do Cineclube Ideário, também elogiou a montagem. “A peça é muito legal, tem uns jogos de cena muito interessantes, a iluminação tem efeitos bem legais, os atores estão ótimos. A direção é massa, tem uns truques, umas brincadeiras. E a música vale a pena. Venham assistir!”, convida o cineclubista.
Membros da Companhia Teatral Simsenhô – que estava em cartaz no Espaço Linda Mascarenhas com a peça “Luar e Serena: O Casamento” – não perderam a oportunidade de prestigiar a estreia de “Rock-me” e trocaram figurinhas com os atores do IET. Para a atriz Rafaela Maria, todos em cena desempenharam bem os seus papéis. “Eu gostei muito da peça, os atores estão de parabéns. O elenco é ótimo, nem estavam nervosos. Foram atuações lindas, eu achei perfeito”, elogiou a atriz.

Aplausos recíprocos entre atores e público - Foto de Diogo Braz

A peça Rock-me ficará em cartaz até o final de julho, sempre aos sábados, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. As sessões serão às 20 horas e, ao contrário da estreia, as próximas sessões não serão gratuitas. Os ingressos serão vendidos no próprio Espaço Linda Mascarenhas. Mais informações: 8887-8795; 8800-1087 ou 8826-6626.

sábado, 26 de maio de 2012

Banda Epifania

Noite de Epifania no Espaço Linda Mascarenhas

Diogo Braz

Cantar é rezar duas vezes, já disse Santo Agostinho, reconhecendo a música como um elemento fortalecedor da oração, uma forma de falar com Deus por meio da alegria. Seguindo esta linha de louvar ao Senhor através da música, a banda Epifania festejou quatro anos de existência, uma carreira ainda curta, mas que mereceu ser celebrada em dobro, na noite de 11 de maio de 2012.

Noite de louvor - Foto de Diogo Braz

No palco do Espaço Linda Mascarenhas, os jovens Fabrício Lima (vocal), Toni Gabriel (vocal), Lucas Santos (Backing vocal), Deivinho (guitarra), Thiago Nascimento (bateria) Gustavo Batista (teclados) e Odirley Alves (bateria e percussão) demonstraram um bom entrosamento. “A banda começou há quatro anos em um encontro da Igreja, um seminário de vida onde nós nos conhecemos. Desde lá houve poucas mudanças de integrantes”, relembra Fabrício. A amizade entre os membros da banda pode ser facilmente percebida pelo clima de camaradagem com o qual dividem o palco. Sorrisos que encontram a cumplicidade em outros sorrisos de irmãos de banda; a emoção desenhada no rosto que canta um louvor acreditando nas palavras que saem em direção ao microfone. Todos esses elementos criaram a atmosfera de um bom show gospel, com direito a produção cuidadosa de palco. O som alinhado, o ambiente criado pelas luzes, tudo contribuiu para que o público, recheado de amigos aprovasse o espetáculo.

Entrosamento para louvar ao Senhor - Foto de Diogo Braz

O publicitário e músico Anderson Costa elogiou. “Eu conheço a Epifania desde que eles começaram e sempre apostei muito nos meninos, pela qualidade técnica e musical, e pela espiritualidade deles. Eles fazem um trabalho sério e, para a gente que é da música e da arte católica de Alagoas, é um prazer estar aqui prestigiando este momento, que é um momento ímpar: uma comemoração em alto nível para uma banda que tem um alto nível , que tem muito ainda para mostrar. O povo de Alagoas tem de conhecer a Epifania”, indicou Anderson.
A advogada Eliana Bezerra também aplaudiu o trabalho da Epifania. “Fiquei muito feliz em ter estado aqui hoje, festejando esses quatro anos de trabalho e ver que eles tem interesse em fazer uma música católica de qualidade, que evangelize, com toda essa dedicação musical a serviço da evangelização. Eles estão de parabéns, foi um ótimo show”, elogiou.

Produção cuidadosa - Foto de Diogo Braz

O vocalista Fabrício Lima explica o estilo da banda. “Nós tocamos um Pop Rock romântico de amor a Cristo, mais voltado para música religiosa. É uma música consagrada, que toca diversos temas sociais, como o casamento. Por exemplo, no nosso primeiro CD, nós focamos na questão da vocação, seja ela a vocação do matrimônio ou do próprio sacerdócio”, revela. Desde 2010, com o lançamento do primeiro disco da banda, intitulado “Do Altar”, a Epifania vem trabalhando com mais intensidade. “Lançamos CD em 2010, e a partir daí nós saímos em missões em interiores como Branquinha, Ouro Branco, Penedo, colônia Leopoldina, Joaquim Gomes, tantos outros... e em diversas paróquias de Maceió”, revela a agenda.  “E, quem tiver interesse em convidar a banda para shows, encontros, eventos cristãos, festa paroquiais, basta entrar em contato que a gente vai levar a palavra”, se dispõe o músico. O telefone para contato é (82) 8858-5813 e o site, para conhecer melhor o trabalho dos jovens evangelizadores, é www.bandaepifania.com.br.

Quatro anos louvando junto com o público - Foto de Diogo Braz

Sobre os quatro anos de banda, Fabrício se disse feliz em poder ter amigos com quem compartilhar as experiências de tocar música religiosa e poder louvar a Deus. “Na verdade essa festa não é nossa, é primeiramente de Nosso Senhor Jesus Cristo, e em segundo lugar é uma festa dos amigos da banda. Nós queríamos festejar com essas pessoas: o pessoal que já foi da banda, que já participou de encontros conosco, que dá apoio, e a nossa própria família”, revelou o cantor. Foi uma bonita festa, um bonito louvor!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Divulgação: Rock-me


Rock-me entra em temporada no Espaço Linda Mascarenhas

Diogo Braz 

Tudo preparado para a estreia da temporada de apresentações de Rock-me – mais recente montagem do grupo teatral Infinito Enquanto Truque (IET). Dia 26 de maio, às 20 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, o público poderá conferir as aventuras de uma família sertaneja que, entre uma e outra transmissão radiofônica, passa a descortinar um novo mundo e testemunhar verdadeiras revoluções culturais.
Com a realização do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), a peça ficará em cartaz por dois meses, sempre aos sábados, no mesmo horário da estreia, com entrada gratuita.

Aventuras de família sertaneja nas ondas do rádio - Foto de Divulgação

Com dramaturgia e direção de Lael Correa, a peça faz recortes de várias décadas e de diversas influências culturais, com marcas e sonoridades que ecoam até os dias atuais. Não se trata de um musical, mas a música se apresenta como o fio condutor na narrativa da história dessa família, em um jogo ágil e juvenil entre sete atores, uma dúzia de canções e cenas que reportam o espectador às décadas final do século XX. Para isso, a peça “Hoje É Dia de Rock”, escrita em 1971 pelo mineiro José Vicente de Paula, é a grande inspiração e o mote principal utilizado pelo IET em Rock-me.

Rock n' Roll e joventude em cena - Foto de Divulgação


Homenagem a José Vicente

Rock-me é também uma homenagem à dramaturgia de José Vicente, artista inovador falecido em 2007, cujas peças são encaradas pelo diretor Lael Correa como símbolos fundamentais de uma arte viva e criativa, não somente grandes obras da dramaturgia nacional.
Mesclando aspectos dramáticos e cômicos com bastante equilíbrio, o texto de Lael foca-se principalmente na relação dos personagens com o rádio, veículo pelo qual tomam contato com adventos como o rock’n’roll e a rebeldia da juventude, configurando-se numa peça para todos os públicos e para todas as idades.

Infinito Enquanto Truque - IET

          Fundado em 1990, pelo ator Lael Correa, o Infinito Enquanto Truque (IET) é um grupo que conta com 43 encenações em seu vasto currículo, incluindo peças, espetáculos de rua, performances e recitais poéticos. Reúne atores de diversas gerações, formações e até nacionalidades.

Infinito Enquanto Truque - Foto de Divulgação

         O IET nasceu em Maceió, num período em que os teatros da cidade estavam fechados; o que levou o grupo a explorar, por muitos anos, apenas os palcos alternativos, inspirando descobertas em novos espaços cênicos, como circos, museus, bares e ruas.
A partir de 1997, o IET passou a mostrar seus trabalhos em outros estados, em festivais nacionais, com apresentações seguidas de prêmios e de espetáculos que estabeleceram as bases para os trabalhos atuais do grupo.
         Conhecido por montagens que mesclam o poético com o transgressivo, O IET, conforme o próprio grupo define, prioriza os trabalhos de preparação dos atores e um rigor formal que, de certo modo, caracterizam boa parte da produção do grupo. 

Ficha técnica do espetáculo Rock-me:

Dramaturgia e direção: Lael Correa
Atuação: Bruno Alves, Cid Brasil, Dinah Ferreira, Monica Dogati, Paula Gomes, Ticiane Simões, Wagner Santos e Walfredo Luz.
Equipe técnica: Edner Pimentel, Marcos Vanderlei e Nathaly Pereira.


Serviço:
Rock-me. Espetáculo teatral do grupo Infinito Enquanto Truque
Em cartaz no Espaço Cultural Linda Mascarenhas 
A partir do dia 26 de maio, aos sábados, sempre às 20 horas, até o dia 28 de julho.
Ingressos gratuitos distribuídos um dia antes de cada apresentação, das 14 às 19 horas, no Espaço Linda Mascarenhas. Os ingressos remanescentes serão distribuídos no dia da apresentação, às 19 horas.
Informações: 8887-8795, 8800-1087 e 9939-4974



Temporadas teatrais no Linda Mascarenhas


Espaço Linda Mascarenhas aposta em temporadas teatrais
Peça de Lael Correa entra em cartaz festejando o Rock n’ Roll

Diogo Braz

Um time de futebol não é campeão somente por uma partida, mas desenvolve sua campanha vitoriosa por todo um campeonato, aprimorando o seu jogo no decorrer das partidas. O mesmo vale para as companhias de Teatro: Pode-se fazer uma excelente apresentação, que arrebate o público em goleada, mas o aprimoramento do espetáculo somente é possível com o decorrer da temporada. Entendendo esse processo como uma forma de atuar no desenvolvimento do Teatro alagoano, o Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) abriu as portas do Espaço Cultural Linda Mascarenhas para a arte da atuação e aposta nas temporadas para formar público e fomentar a cultura local. “Nós temos dado ênfase a projetos que tenham uma continuidade, que possibilitem o desenvolvimento do espetáculo, para que todo o investimento que os artistas têm para montar uma peça não se acabe depois de uma ou duas apresentações”, explica Júnior Almeida, Diretor do Espaço Cultural Linda Mascarenhas. “É interessante também para o público, porque dá mais chances para que ele assista a uma determinada peça”, completa.
Desde o ano passado, a casa vem abrigando espetáculos teatrais, dando a eles a chance de se desenvolverem em residências artísticas, ensaios e temporadas. Assim foi com Rojo, do Coletivo Vermelho de Teatro; Madame e Uma dose de chuva, do grupo Infinito Enquanto Truque; Guacamole, da Cia. Ozinformais; e a recente Luar e Serena – O Casamento, da Cia. Simsenhô.
“Nós temos o objetivo de trabalhar em parceria com projetos autorais, que privilegiem o processo de criação artística, pequenas e médias produções que se adéquem ao nosso Espaço. Nós não trabalhamos com projetos comerciais, que já têm seus espaços comerciais em outros locais da cidade. Buscamos projetos que dêem um melhor retorno à sociedade”, explica Júnior Almeida.
  
Teatro, Rock & Celebração

Com estréia marcada para o dia 26 de maio, Rock-me – a mais recente montagem do grupo teatral Infinito Enquanto Truque (IET) – conta as aventuras de uma família sertaneja que, entre uma e outra transmissão radiofônica, passa a descortinar um novo mundo e testemunhar verdadeiras revoluções culturais.

Atores de Rock-me, que estreia temporada dia 26/05 - Foto de divulgação

A peça é uma realização do IZP e ficará em cartaz no Linda Mascarenhas por dois meses, sempre aos sábados, às 20 horas. As apresentações serão gratuitas e os ingressos/convites serão distribuídos um dia antes de cada apresentação, das 14 às 19 horas, no próprio Espaço Linda Mascarenhas. Os ingressos remanescentes serão distribuídos no dia da apresentação, às 19 horas.
Baseada na Peça “Hoje é dia de Rock”, do dramaturgo mineiro José Vicente, a montagem do IET tem dramaturgia e direção de Lael Correa e apresenta a música como o fio condutor da história, em um jogo ágil e juvenil entre sete atores, uma dúzia de canções e cenas que reportam o espectador às décadas final do século XX.


Mesclando aspectos dramáticos e cômicos com bastante equilíbrio, o texto de Lael foca-se principalmente na relação dos personagens com o rádio, veículo pelo qual tomam contato com adventos como o rock’n’roll e a rebeldia da juventude, configurando-se numa peça para todos os públicos e para todas as idades.

Serviço:
Rock-me. Espetáculo teatral do grupo Infinito Enquanto Truque
Em cartaz no Espaço Cultural Linda Mascarenhas 
A partir do dia 26 de maio, aos sábados, sempre às 20 horas, até o dia 28 de julho.
Ingressos gratuitos distribuídos um dia antes de cada apresentação, das 14 às 19 horas, no Espaço Linda Mascarenhas. Os ingressos remanescentes serão distribuídos no dia da apresentação, às 19 horas.
Informações: 8887-8795, 8800-1087 e 9939-4974

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Miguel Dias


Diários de motocicleta: Miguel Dias faz show irreverente no Linda Mascarenhas

Diogo Braz*

Há algumas semanas, uma canção ecoava pelo hall do Espaço Cultural Linda Mascarenhas e virava hit bem humorado entre os funcionários do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). Os versos narravam a saga de um indivíduo que perdera a carteira e pedia a quem a achasse o favor de devolvê-la. Com um refrão daqueles que grudam no ouvido, a canção do motociclista Miguel Dias fez história ao ser o bis mais rápido que o palco do Linda Mascarenhas já pode presenciar. 
Rápido no Bis - Foto de Diogo Braz

A história é a seguinte: Noite da primeira quinzena de abril, show de lançamento do disco “Vida de Motociclista”, segundo trabalho do cantor Miguel Dias. Um pedestal de microfone feito com peças de motocicleta fixado de maneira imponente no centro do palco esperava a entrada de seu manipulador. Miguel, figura carismática e espirituosa, surge no tablado ao olhar do público que o ovaciona efusivamente. Amigos, companheiros do Moto-clube, familiares de sangue ou da estrada se sentiam em casa, gritavam de suas cadeiras, participavam descontraidamente do show, dando uma dimensão de festa à apresentação. Ao finalizar a segunda música do repertório, aquela sobre a perda da carteira, Miguel escuta um coro da plateia: “Diz, diz, diz...”, um pedido em resposta ao último verso da canção: “Minha carteira tem uma coisa que eu não vou dizer”. Antes que as vozes cessassem, o cantor emendou a brincadeira “Ah, vocês querem bis? Então vamos lá, ‘Minha carteira’”, anunciou e executou a canção novamente, para o delírio do público: o bis mais rápido da história do Linda Mascarenhas.

Miguel Dias: Carisma em alta - Foto de Diogo Braz

Descontraído, Miguel Dias conversava com a platéia e entoava canções que já eram clássicos para aquele grupo, versos bem humorados sobre um metrô de Maceió; sobre o Bloco de apartamentos onde reside; sobre motos; impostos; histórias vividas sobre duas rodas. O disco Vida de Motociclista fala com humor sobre o cotidiano desses personagens, retrata um estilo de vida marcado pela amizade e pelo amor às motos, tudo isso com uma sonoridade com pitadas de um Rock n’ roll que remete ao lado mais chistoso de Raul Seixas.

Motociclistas e suas vidas - Foto de Diogo Braz

Presença de palco interessante, canções espirituosas, carisma e interação com o seu público, esses foram os principais ingredientes de uma apresentação marcada pela sonoridade Rock n’ Roll, tão marcante para os fãs do estilo de vida sobre duas rodas. Motociclista inveterado, Miguel decidiu transformar em música o seu dia a dia pilotando motos. "Vida de motociclista" traz temas habituais para quem é fã do asfalto, como viagens de moto-clubes, amizades feitas na estrada, multas, condições das pistas e acidentes de trânsito. 

Contato direto com o público - Foto de Diogo Braz

Os interessados podem conferir uma amostra do trabalho do cantor, clicando AQUI.
Ao final do espetáculo, Miguel agradeceu a presença de todos, o apoio do IZP e atendeu os amigos no hall do Espaço.  Uma festa para motociclista não botar defeito.

Miguel Dias - Foto de Diogo Braz

* O autor deste texto perdeu sua máquina fotográfica, com vídeos e entrevistas deste show no estacionamento de um shopping de Maceió. Quem acha-la, favor devolver!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Vida de Artista e Alagoas Arte e Cultura


Nas ondas alagoanas do rádio e da TV
Diogo Braz

Mesmo nos dias de hoje, com toda a interatividade proporcionada pelos avanços da tecnologia nas redes de comunicação, ainda é difícil olharmos para os tubos de imagem ou para os écrans de LED e nos reconhecermos ali, nas imagens da TV. Também são raras as freqüências de rádio onde podemos ouvir o nosso sotaque. Seguindo um padrão nacional dos conglomerados da informação, a maioria da programação das emissoras de televisão e de rádio tem pouca eficiência em retratar o alagoano tal como ele é. Poucas são as atrações televisivas que conseguem driblar as linhas editorias restritivas, assim como parece ser difícil driblar os suspeitos rankings radiofônicos de mais pedidas, repletos de trilha de novela e de sucessos de linha de montagem.
No entanto, é essencial que os artistas locais frequentem as grades de programação desses meios de comunicação, e que estes tenham generosidade democrática na hora de eleger suas pautas, levando em conta que sempre existirá um público sedento, por menor que seja, para cada atração apresentada.

Equipe acompanhando a gravação do Alagoas Arte e Cultura - Foto de Diogo Braz

Nessa linha de pensamento, o Espaço Cultural Linda Mascarenhas tem abraçado algumas atrações da telinha e do rádio em seu palco, em parcerias que visam facilitar a difusão da cultura de Alagoas para os alagoanos. Prata da casa, o programa Vida de artista extrapolou as ondas da Rádio Educativa FM e acabou fazendo parte também da programação da TV Educativa de Alagoas. Sob o comando da jornalista Gal Monteiro, o Vida de Artista, além de ser transmitido ao vivo, direto do Espaço Linda, na última sexta-feira de cada mês, tem algumas edições para televisão gravadas no próprio Espaço. O programa Alagoas Arte e Cultura, da TV Assembleia de Alagoas é um outro exemplar advindo da comunicação pública que conta com o Espaço Linda como cenário para abrir espaço para a cultura alagoana.

Vida de artista

Gal Monteiro em ação na Educativa FM - Foto do Blog Espia de Carlito Lima

          Gal Monteiro é uma valiosa difusora das artes alagoanas. Além de cantora, escritora e corista, ela é a apresentadora das duas versões do programa Vida de Artista. A atração iniciou como um programa de rádio, na Educativa FM, sempre trazendo convidados para um bate-papo descontraído, como se fosse uma conversa acompanhada de um cafezinho na cozinha de casa, como costuma definir a jornalista. No ar há algum tempo, a atração ganhou um espaço na grade da TV Educativa de Alagoas, onde seguiu a mesma linha editorial: abrir espaço para que os artistas locais mostrem sua arte. Prestigiado pelo público que consome cultura local, o Vida de Artista, em suas dua frentes, tornou-se um espaço frequentado por atores, músicos, artistas plásticos, diretores, escritores, poetas...

Gal Monteiro em gravação do Vida de Artista na TVE - Foto de divulgação

          A evolução do programa deu-se de forma natural, da rádio para a TV, gravado para transmissão ao vivo, com a dedicação de uma equipe que faz a diferença: Erivaldo, Júlio, Nathalia, João Victor, Samuel, Luciano, Elson, Roberto, Robson, Edson e outros menos freqüentes. Ao final de cada mês, o Vida de Artista é transmitido ao vivo, diretamente do palco do Espaço Linda Mascarenhas, e, no melhor estilo dos tradicionais programas de auditório, é uma atração aberta ao público. Com lugar garantido para alunos do Cepa, a transmissão do Vida de Artista já contou com apresentações de artistas locais e atrações como o cantor Jorge Vercilo.

Alagoas Arte e Cultura



Paulo Poeta, rima solta no microfone - Foto de Diogo Braz
Figura conhecida no circuito cultural alagoano, Paulo Poeta – como o cognome já sugere – é um homem dos versos. Parece até que um simples “bom dia” na fala do apresentador do programa Alagoas Arte e Cultura transforma-se em quadra de repentista. No comando da atração televisiva há quase 5 anos, Paulo revela que o Alagoas Arte e Cultura faz parte de um plano maior para abarcar a cultura alagoana na tela da TV Assembleia. “O programa surgiu junto com o início da TV Assembleia. Houve a proposta de constituir uma programação que não contemplasse somente as sessões da Assembleia, mas atrações paralelas que dessem sustentação à grade de programação. Então, foi pensado em um núcleo de cultura, não só com o ‘Alagoas Arte e Cultura’, mas com outros programas, como o ‘Todos os Sons’, o ‘Cine Alagoas’ e o ‘Alagoas Acontece’; programas que pudessem abranger o universo artístico e cultural de nosso estado”, revela o apresentador, que também coordena o núcleo de cultura da TV Assembleia.

Alagoas, bem na fita - Foto de Diogo Braz

        Em seu repertório de atrações, o Alagoas Arte e Cultura já apresentou exemplares de diversos segmentos de estilo dentro de diversas modalidades artísticas. “A seleção é natural. No início a gente convidava as pessoas que conhecia ou observava na noite, e agora os artistas já se convidam. A gente não se pauta por preferência pessoal, a ideia é mostrar o universo da arte que a gente faz, seja na música, no teatro, dança, artes visuais... A qualidade é que importa um pouco, e eu digo um pouco porque existem atrações que estão iniciando, mas já valem um registro interessante”, explica. O mais interessante é que o programa prestigia o artista autoral, aquele mais afastado do universo comercial do mercado, que dificilmente teria espaço na mídia. “A gente procura não trabalhar com gêneros que já têm o seu mercado natural, seu espaço garantido, e que não precisam da nossa divulgação”, revela Paulo, e resume: “Tudo o que se mostra aqui é ‘ispiçiá di seda’, ‘dez redondo’, como eu costumo brincar, porque é a arte de Alagoas, que a gente tem de mostrar e valorizar. O programa tem se constituído nisso, em ser uma vitrine pra nossa arte”, define.

O Técnico de som Márcio Brebal, soando bem aos ouvidos - Foto de Diogo Braz 

                Sobre a parceria com o IZP, Paulo comemora. “É uma parceria muito importante esta com o IZP, que disponibiliza esse espaço maravilhoso, com ar condicionado, equipamentos, auditório, camarins. Temos outras parcerias também, acho que Alagoas começou a entender o programa”, afirma. É o alagoano nas ondas do rádio e da TV, em pleno palco do Linda Mascarenhas.