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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Programação do Linda Mascarenhas

Espaço Linda Mascarenhas tem programação especial no mês da criança
Diogo Braz

Outubro é um mês dedicado à criança no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. Com uma programação pensada especialmente para os apreciadores infantis da arte, a equipe do Linda Mascarenhas visa obter um bom resultado de formação de público. Para isso, a montagem da Cia Ozinformais para o clássico “O Pequeno Príncipe” está em cartaz para o público em geral durante todos os sábados e domingos deste mês, sempre às 17 horas; e em sessões especiais durante as semanas, exclusivamente para os alunos da rede pública de ensino. A ação segue a linha de trabalho do Espaço Linda, que aposta na interseção entre Educação e Cultura para o desenvolvimento e apoio de projetos com uma abordagem educacional, de formação de público e difusão da cultura produzida em Alagoas.

O Pequeno Príncipe - Foto de Diogo Braz
Além da temporada teatral, uma exposição artística interativa com imagens de alunos do Cepa está em cartaz durante o mês de outubro no hall do Espaço Cultural Linda Mascarenhas. As crianças que visitam a exposição são convidadas a interagir com a exposição e o espaço físico do Linda Mascarenhas, deixando sua marca para todos os visitantes: uma ideia lúdica e que estimula a criatividade dos pequeninos artistas.

Atividades passadas
O Espaço Linda está em plena movimentação. Os meses passados foram testemunhas de diversos projetos e espetáculos de música, teatro, dança e exposições. Vale destacar: Projeto Linda de Música e Artes Visuais com a cantora Elisa Lemos e a exposição “Ato Inúmero”, com curadoria de Carlos Alberto Barros, que fez uma homenagem à história do Teatro alagoano; o projeto Popfuzz Apresenta, que vem apresentando ao público maceioense o melhor da cena underground da música independente nacional, como as bandas Hellbenders (GO) e Necro (AL); os Encontros Artísticos Identidade Alagoana, que levam nomes destacados da música alagoana ao palco do Linda, como Junior Almeida, Tequila Bomb, Felipe de Vas, Renata Peixoto e muitos outros; temporada teatral da comédia romântica Voltas, que divertiu um bom público durante o mês de agosto e setembro; curta temporada da peça É Lampa é Lampeão, resultado das oficinas teatrais de Mauro Braga no Linda Mascarenhas durante o ano de 2014; além de workshops, lançamentos de livro, seminários educacionais, espetáculos de dança, semana literária, oficinas de teatro, e muito mais.




sábado, 13 de setembro de 2014

Lançamento do livro "Duas taças, um vinho, os Dois", de Mariana Moura

Mariana Moura lança seu primeiro livro no Linda Mascarenhas


Mariana Moura sobre o lançamento de seu livro "Duas taças, um vinho, os Dois" na próxima Sexta (19) a partir das 19 horas no Teatro Linda Mascarenhas.


Confira AQUI o vídeo da autora falando sobre o livro e o lançamento, no Bom dia Alagoas, e saiba mais sobre o livro no SITE DA EDITORA.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

1ª Selipa - Semana Literária do Cepa

Semana de Literatura movimenta o Cepa
I Selipa acontece no Linda Mascarenhas até amanhã

Diogo Braz

Acontece até amanhã a primeira Semana Literária do Cepa (Selipa), oportunidade de conferir o talento de jovens estudantes em voos artísticos. Organizada pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte de Alagoas (SEE-AL), por meio da equipe da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (15ª CRE), em parceria com o Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), o evento está acontecendo no Espaço Cultural Linda Mascarenhas desde segunda (2) e conta com extensa programação, incluindo a participação de todas as escolas do Cepa.
A Semana Literária contempla várias vertentes da arte para incentivar a comunidade escolar a despertar o interesse pela cultura literária. O evento cultural conta com apresentação de produção textual, apresentação de coral e de peças teatrais. O encerramento da semana será em tom cerimonioso, com a reinauguração das bibliotecas das 11 escolas participantes.
 
Cerimônias da I Selipa - Foto de José Demétrio


Apresentações culturais e reinauguração
A abertura foi em clima de festa, com a apresentação do coral Tom Jovem (Moreira e Silva), do musical “O Fantasma da Ópera”, pelo grupo Desarte e do musical “Fantoche vivo” (José Correia da Silva Titara), em alusão às obras do escritor Monteiro Lobato. Além disso, está havendo a apresentação das peças “Escravidão em Alagoas”, baseada na obra de Félix Lima Júnior, e “Pai Contra Mãe”, que representa alguns dos contos do escritor Machado de Assis, pelo grupo teatral do Cepa, Trupe do Linda. As peças são resultado das oficinas teatrais conduzidas pelo diretor Mauro Braga no Espaço Cultural Linda Mascarenhas durante o ano de 2013. As mesmas produções estão sendo apresentadas aos alunos no Espaço Cultural Linda Mascarenhas em sessões de 100 alunos para cada escola do Cepa.

Resultado das oficinas teatrais - Foto de José Demétrio


Os alunos apresentaram na I Selipa suas produções textuais, resultantes de experiências na sala de aula. Entre elas, contos e recontos, poesias e histórias em quadrinhos. A semana cultural será encerrada amanhã com reinauguração das bibliotecas das 11 escolas envolvidas no projeto.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Arquivo Linda: Naara Normande - Lançamento do Livro Entre uma ostra e outra


Talento para contar histórias

Diogo Braz

A jornalista Naara Normande levou a sério o seu ofício de contar histórias e lançou seu primeiro livro no Espaço Cultural Linda Mascarenhas em 9 de outubro de 2012. Com a presença de diversos nomes do jornalismo alagoano, do empreendedorismo e do mercado editorial, a noite de lançamento de “Entre uma ostra e outra: histórias de vida dos ostreicultores de Alagoas” foi um sucesso. A produção da autora soube criar um clima relaxante para o público que prestigiou a estreia de Naara no mercado literário, com projeções de imagens das comunidades ostreicultoras, música e cocktail, com momento para autógrafos e um bate-papo sobre o processo de feitura do livro.

A autora autografando a sua obra debutante - Foto de Diogo Braz

Visivelmente emocionada, a talentosa jovem ouviu palavras elogiosas de representantes da Edufal e do Sebrae e falou sobre a experiência de retratar a vida de diversas comunidade de ostreicultores alagoanos, transformando um pouco a realidade sofrida das pessoas que vivem literalmente à margem da sociedade.
Vale conferir a entrevista concedida pela autora a este Blog AQUI e o texto de divulgação do lançamento AQUI. Confira mais fotos da noite.

Noite repleta de convidados - Foto de Diogo Braz
Livro fez sucesso entre os presentes - Foto de Diogo Braz

Autora fala sobre a obra - Foto de Diogo Braz
Mais autógrafos - Foto de Diogo Braz

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Arquivo Linda: Renan Inquérito #Poucas Palavras

Em passagem por Maceió, para lançar seu livro #PoucasPalavras, o MC, escritor, poeta e educador paulista Renan Inquérito, homem de frente do reconhecido grupo Inquérito, aproveitou para bater um papo franco e produtivo com o público, legítimo representante do movimento Hip Hop em Alagoas. Entre MCs, Djs e admiradores do estilo, os MCs Renan Inquérito e Pop Black, o fotógrafo Márcio Salata e o viodeomaker Vras77 falaram sobre carreira, movimentos sociais, educação, construção de cena e muita poesia. Vale conferir, logo abaixo, o texto sobre a passagem dessa turma pelo Linda Mascarenhas. 

Poucas palavras, muitas ideias!
Renan Inquérito lança livro e bate papo produtivo com o movimento Hip Hop alagoano

Diogo Braz

É um ditado antigo, mas que não perdeu a sua atualidade: Palavras têm poder e geram vida. Aquelas que brotam da cabeça do multidisciplinar MC Renan Inquérito operam  verdadeiras transformações sociais. Engajado no movimento do Rap paulista, Renan transformou-se em uma figura conhecida em todo o cenário nacional, junto ao seu grupo Inquérito, e levou a sério aquilo que canta em suas letras, pregando a conscientização e a transformação social através da arte. Participando de diversos projetos sociais, Renan viu na poesia não somente uma forma de expressão, mas também uma ferramenta para socializar, informar e transformar. Em pouco tempo, as bases do Rap ficaram pequenas para a palavra e Renan então escreveu seu primeiro livro, #PoucasPalavras, lançado em Maceió, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em 24 de setembro de 2012.

Poesia é ferramenta de transformação - Foto de Diogo Braz

Num bate papo descontraído, repleto de declamações, Renan e sua crew desmitificaram a poesia e a apresentaram como uma ferramenta para transformações. Falando sobre suas experiências no palco e desenvolvendo oficinas de Literatura com públicos excluídos ou à margem da sociedade, Renan conseguiu estabelecer uma boa conexão com a plateia, botando todo mundo pra declamar poesia e cantar diversas rimas. O público compareceu em massa e participou também com perguntas e depoimentos, numa noite altamente produtiva para o movimento Hip Hop de Alagoas.
Um dos realizadores do evento, Toni Melo, acredita que o Inquérito tem um discurso alinhado com a realidade também de Alagoas, e que o evento foi uma oportunidade de contribuir para a cena alagoana. "Todo ano a Comando Alvirrubro (torcida organizada do time de futebol CRB) realiza a sua festa de aniversário, com atrações culturais que têm a ver com algum tema proposto. Este ano, o ano de centenário do nosso clube, o tema é 'mudança', 'transformação', e o Inquérito condiz muito com esse tema, com essa transformação que a gente pensa", explica. "O Inquérito fala também sobre a nossa realidade, a gente se enxerga na música do Inquérito e todo mundo gosta do som dos caras", resume.

Debatendo o Hip Hop - Foto de Diogo Braz

Para Renan, sua visita a Maceió teve saldo positivo. "Hoje rolou um bate-papo muito bom com a galera de Maceió. A gente falou sobre o envolvimento do Hip Hop com a política, sobre a politização do movimento, as relações sociais do movimento, e sobretudo sobre poesia. A gente recitou poesias, cantou algumas letras; a rapaziada participou, perguntou, foi muito louco, uma troca de conhecimentos", comemora. "Além do lançamento do livro, o show também foi 'mil graus', tocamos pra cerca de três mil pessoas. Foi uma grande satisfação estar aqui pela primeira vez em Maceió, com muito Hip Hop, Literatura, Poesia e acima de tudo atitude, fazendo mudança", avalia Renan.
Uma noite inspiradora para o movimento alagoano, que pode conversar abertamente com um ativista da cena nacional, que ainda mostrou a importância da união e harmonia para a construção de um cenário forte para os MCs e DJs alagoanos. "O movimento em Alagoas é forte, mas ainda tem muito o que crescer. Eu conhecia pouco, mas hoje fiz várias conexões e amizades, e torço para que o movimento de Alagoas cresça, se profissionalize e se qualifique cada vez mais, para mostrar pro Brasil a cara alagoana do Rap. Aqui é a terra da liberdade, é a terra de Zumbi, então aposto que daqui vão sair vários MCs 'da hora', vários guerreiros", torce Renan Inquérito.

Contato direto com a cena alagoana - Foto de Diogo Braz

O fotógrafo Márcio Salata, que veio com Renan a Maceió para registrar toda a movimentação do Inquérito, também acredita que o momento é de crescimento para a cena Hip Hop alagoana. "É minha primeira experiência em Maceió, eu gostei muito da cidade, vi uma diversidade muito grande tanto financeira quanto de beleza e eu acho que as pessoas estão abrindo a mente", analisa. Márcio também acredita que a poesia é uma ferramenta para diminuir essa disparidade social. "Nós temos um HD infinito na nossa cabeça, e a leitura é informação que não ocupa espaço. Cultura e conhecimento não ocupam espaço, e as pessoas têm de se fortalecer nisso: leiam bastante. O Ferréz (poeta paulista) disse uma vez que, quando o Renan começou a ler mesmo, ele se transformou num melhor letrista e num melhor poeta. Eu concordo com isso. A melhor maneira de derrubar esses que estão tentando nos derrubar é ler, fortalecer o conhecimento, estudar e estudar para podermos mudar o que está errado por aí", aconselha. 
O público saiu do bate papo com mais gás para injetar em sua jornada de conscientização e participação na sociedade. O MC Basquete, do Grupo de Rap Raciocínio Agressivo, aprovou o encontro. "Eu acho que o que a gente mais precisa na periferia é informação! E o Inquérito foi perfeito em relação a trazer informação para a gente. A gente não tem esse tipo de tempo pra trocar uma ideia, discutir alguma coisa, saber mais sobre algum assunto... é difícil, o que a gente vê é só crime. Foi um evento muito bom, bem produtivo, todo o tipo de informação é bem vinda e serve para influenciar o nosso trabalho como MC, a gente colhe da melhor forma para poder passar para as pessoas. Eu gostei muito", elogia. 

O final de uma noite muito produtiva - Foto de Diogo Braz

O fotógrafo Márcio Salata deixa Maceió com um prognóstico positivo. "Eu percebi que o pessoal aqui está se politizando. É algo que começa pequeno, mas que lá na frente pode ser muito grande", avalia.
Para saber mais sobre a passagem do Inquérito por Maceió sob o ponto de vista do próprio Inquérito, acessem: 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Entrevista: Naara Normande

Pérola de reportagem
Naara Normande fala sobre seu primeiro livro e a grande reportagem

Diogo Braz

Naara Normande é uma jovem e talentosa jornalista nascida em Manaus, radicada em Maceió, residindo atualmente em Salvador. No seu processo de especialização profissional, encantou-se pela grande reportagem e a adotou como estilo favorito de escrita. Mantendo o olhar sensível à realidade das pessoas comuns, Naara revela verdadeiras pérolas de histórias de vida em seu primeiro livro "Entre uma ostra e outra: histórias de vida dos ostreicultores de Alagoas”, que será lançado nesta terça (09.10.2012), às 20 horas, no Espaço cultural Linda Mascarenhas. A jornalista falou em entrevista exclusiva para o Blog do Linda Mascarenhas sobre o seu processo de escrita e muito mais. Vale a pena conferir:

Naara, este é seu primeiro livro, resultado de sua pesquisa de especialização em Comunicação Jornalística. Como nasceu o interesse em pesquisar e escrever sobre a vida dos ostreicultores?
Inicialmente, pensei em temáticas relacionadas aos mares e lagoas, que tão bem representam nosso estado. Como o turismo, a pesca e captura de sururu já tinham sido retratados em publicações e também na mídia local, procurei por outras atividades ligadas a esses ecossistemas. Sabia da existência desse projeto de ostras na Barra de São Miguel, mas não tinha ideia da dimensão. Na apuração das informações, vi que existiam muitos investimentos, capacitações e uma mobilização crescente em torno dos cultivos de ostras em Alagoas. Quando fui conhecer os cultivos percebi que ninguém ainda tinha parado para ouvir e registrar como era o dia a dia daqueles produtores: a rotina de trabalho, as dificuldades e as esperanças de uma vida melhor. E então decidi que mostraria o lado que poucos conhecem.

Naara e o talento para contar histórias - Foto de acervo da autora


Em tempos de microblogs, onde as pessoas parecem ter pressa e pouca disposição para leitura, por que você escolheu o formato de grande reportagem para contar essa história? Você acredita que o "micro texto" é uma tendência e que isso influencia de alguma forma na maneira de contar histórias, inclusive nas grandes reportagens?
A grande reportagem é o formato jornalístico que mais me encanta. No TCC da graduação na UFAL escrevi uma grande reportagem sobre a presença dos estudantes africanos em Alagoas, mas eu  tinha muita vontade de escrever um livro reportagem onde seria possível aprofundar, detalhar e problematizar ainda mais um tema. Acredito que o prazer pela leitura é a questão central. É muito bom se envolver em uma narrativa, independente se o suporte dela é impresso ou digital. Agora, claro, na web e nos suportes móveis como os tablets e smartphones temos outros recursos que nos auxiliam para contar as histórias de uma maneira ainda mais atraente. E não acredito que o micro texto influi na grande reportagem, são propostas diferentes. Considero que essas "pílulas" de textos estão mais relacionadas as informações que os usuários precisam em tempo real, seja para saber dados sobre o trânsito, um jogo de futebol ou o que houve de importante na cidade e no mundo naquele momento.    

Como essa vivência com os ostreicultores te tocou pessoalmente; qual a pérola mais preciosa que você extraiu dessa experiência?
Para escrever o livro, tive contato com mais de vinte ostreicultores de quatro cultivos (Maceió, Barra de São Miguel, Passo de Camaragibe e Coruripe). Conversávamos nos cultivos, nas casas dos produtores e também na sede das associações. Apesar da ostra ser o ponto em comum, foi interessante perceber as diferenças em cada cultivo que visitei: a forma como os grupos se organizam, o apoio que recebem, a visibilidade que possuem. Mas foi uma produtora de Ipioca, a Dona Célia, a que mais me cativou. Ela é uma senhora amargurada com a vida, de palavras muito fortes, mas encara tudo com muito humor e com uma espiritualidade que impressiona. 


Olhar atento á realidade ao redor - Foto de acervo da autora


Pode-se dizer que você, que nasceu em Manaus, cresceu em Maceió, especializou-se em São Paulo e agora mora em Salvador, pôde observar realidades, costumes e culturas diversos. Quais são os elementos das histórias dos ostreicultores alagoanos que lhes tornam universais, ou pelo menos semelhantes às histórias de outros "Brasis" que você conviveu?   
Esses ostreicultores, assim como vários outros trabalhadores, enfrentam dificuldades relacionadas à inadequação das políticas públicas, como a falta de moradias adequadas, saneamento básico, educação, saúde, e ainda assim persistem com a esperança de melhoria da qualidade de vida. Claro que muitos produtores desistiram devido à falta do retorno financeiro, mas, de maneira geral, os grupos vêm tentando resistir porque é o trabalho que possuem, além de ser um local a mais para a convivência de vizinhos e familiares.

Como você enxerga o mercado editorial para as grandes reportagens?
Acredito que ainda há muito espaço a conquistar, principalmente o apoio de editoras e interessados na viabilização dessas publicações. Cabe a nós procurarmos temas que sejam relevantes e abordá-los de uma maneira diferenciada. Em relação às produções, hoje temos vários livros reportagens, a maioria elaborados por estudantes de Jornalismo, e também obras referências como as de Caco Barcelos e Eliane Brum. 
  
Pergunta clichê, mas ainda necessária: Quais as dificuldades enfrentadas para se publicar um livro em nosso país, principalmente em Alagoas?
Em relação ao apoio para publicação desse livro, não tenho o que reclamar. O Sebrae e a Edufal, parceiros do livro, se interessaram pela temática e possibilitaram a concretização do material, do financiamento à revisão editorial. A maior dificuldade foi enfrentar todo o processo burocrático, mas também porque foi minha primeira experiência. Espero agora a parte mais importante da publicação do livro: o retorno do público. 


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Divulgação: lançamento do livro Entre uma ostra e outra, de Naara Normande


Pérola de jornalismo em livro sobre ostreicultores de Alagoas
Naara Normande lança seu primeiro livro no Linda Mascarenhas

Diogo Braz

Uma das máximas do jornalismo é que o repórter deve ter um olhar atento para descobrir as melhores histórias: A notícia pode estar em qualquer lugar, até mesmo escondida numa ostra, tal como uma pérola. É isso que o bom jornalista deve fazer, extrair histórias valiosas de onde menos se espera. E foi isso que fez a jornalista Naara Normande, em seu primeiro livro “Entre uma ostra e outra: histórias de vida dos ostreicultores de Alagoas”, que será lançado no dia 09 de outubro, às 20 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas.

A dura realidade da ostreicultura em Alagoas 

Resultado de monografia de especialização de Naara, o livro é uma grande reportagem sobre a vida de homens e mulheres produtores de ostra em quatro cultivos de Alagoas, em Ipioca (Maceió), na Palatéia (Barra de São Miguel), em Passo de Camaragibe e em Barreiras (Coruripe). O dia a dia dessas comunidades é difícil e guarda histórias de luta e esperança, universais, como a de milhares de pessoas neste país. Os produtores não conseguem sobreviver apenas do molusco, pois o mercado ainda é restrito, e conciliam seus afazeres com outras atividades relacionadas aos mares e lagoas, uma realidade retratada com técnica e sensibilidade pela talentosa jornalista.

Naara Normande
Nascida em Manaus e criada em Maceió, Naara vem fixando residência em outras cidades – como São Paulo e Salvador – aprimorando seu olhar no contato com diversas realidades, com a certeza de que gosta de contar histórias de pessoas comuns, seja no suporte impresso ou digital.

Naara Normande - talento para descobrir e contar boas histórias 

É jornalista formada pela Universidade Federal de Alagoas, com Especialização em Comunicação Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, é aluna do programa de Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia.
“Entre uma ostra e outra: histórias de vida dos ostreicultores de Alagoas”, editado pela Edufal, é o seu primeiro livro. Feliz com o resultado, Naara agora compartilha nas linhas de sua grande reportagem as pérolas mais valiosas de uma gente simples e cheia de esperança: suas histórias de vida.

SERVIÇO
Lançamento do livro “Entre uma ostra e outra: histórias de vida dos ostreicultores de Alagoas”, de Naara Normande
Terça, 09 de outubro, às 20 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Aberto ao público
  

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entrevista: Renan Inquérito

Versos que lutam mil batalhas
Renan Inquérito fala sobre a sua poesia transformadora

Diogo Braz

Se a arte pode transformar vidas na guerra do dia a dia, a poesia de Renan Inquérito é uma arma poderosa em combate. De versos curtos, concretos e eficazes, a escrita do MC paulista pode ser conferida no seu primeiro livro,  #PoucasPalavras, que será lançado às 8 horas do dia 24/09, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. 
Renan é um homem do hip-hop, integrante do cultuado grupo de Rap Inquérito, escritor e educador. Participa de projetos sociais ministrando oficinas de literatura em escolas e unidades de detenção e chega a Maceió para conversar com o público interessado em literatura e cultura hip-hop. 
Numa entrevista exclusiva para o Blog do Espaço Linda Mascarenhas, Renan fala sobre a sua relação com a poesia e o hip-hop, seu trabalho como educador e sobre o seu livro, em poucas e boas palavras. Confira!

Na sua vida, como surgiu a vontade de escrever? Foi por causa da poesia que você se tornou MC? 
Quando eu comecei a escrever não sabia nem o que era poesia, o que era letra de música, eu simplesmente escrevia sem me preocupar com a forma, depois que fui tomar ciência…
Como a cultura hip-hop influencia a sua poesia?
Ela simplesmente norteia tudo que eu escrevo, direciona todas as minhas palavras, se eu for escrever algo que se contradiz com o que o hip-hop prega eu simplesmente não escrevo, o hip-hop foi a minha escola, minha diretriz.

Renan, a métrica e a rima - Foto de divulgação

Como você analisa o papel da declamação em relação à sua obra, extremamente visual na construção?
Algumas poesias não tem sentido e nem força fora do papel, outras já são justamente ao contrário, só tem força se declamadas, o meu livro é uma mistura disso tudo, é a força da fala (como o rap) e a força do visual (como o grafite), uma imagem que diz mais que mil palavras.
Este é o seu primeiro livro, fala um pouco sobre ele, como é que você chegou no formato e no conceito para realizá-lo?
A essência do conteúdo veio das minhas letras, o formato (de bolso) veio do nome #PoucasPalavras, e do fato de torná-lo muito mais barato e acessível ao leitor. As cores, as fotos, os desenhos, a diagramação, a disposição e organização dos capítulos aconteceram com a ajuda de pessoas muito próximas e que compartilham das minhas ideias, são elas Jéssica Balbino, Marcio Salata, Toni C, Mundano e Narúbia.
Lançando um livro de bolso chamado #PoucasPalavras (uma alusão a Hastag do microblog Twitter, em que somente são publicados textos com até 140 caracteres) você aborda essa pressa do mundo contemporâneo, onde você mesmo fala que as coisas passaram a ser compactadas e diminuídas. Como esse panorama te influenciou na construção do livro? 
Me influênciou não só na construção do livro como na própria vida, hoje tudo é diminuído, veja o MP3, veja os carros, alguns são feitos para apenas uma pessoa, note o tamanho das músicas e filmes, tudo diminuiu, até as casas e apartamentos são cada vez menores. As pessoas acham bonito tudo que é compacto, Bonsai, Pinscher (cachorro), Netbook, etc. Dentro de tudo isso também diminuiu o respeito, o orgulho, o amor, a caridade e tantos sentimentos bons, que muitas vezes são jogados na lixeira para não ocupar espaço no “HD”.

Renan e sua poesia hip-hop - Foto de divulgação 

Você acredita que essa diminuição, a compactação de tudo, pode comprometer o futuro do texto poético? Como você lida com ela?
Na verdade não, porque esse tipo de poesia já existe faz tempo, desde o Haikai japonês até as frases de para-choques de caminhão no Brasil. Mas é legal que surge um novo estilo de escrever, torna-se um desafio para o escritor desenvolver um conto ou uma poesia usando poucas palavras. Se por um lado compromete a qualidade por outro estimula a criatividade.

Ao mesmo tempo em que você comunica com poucas palavras nas poesias, faz Rap com letras extensas. Como é que você lida com o Renan poeta e o Renan compositor?
Na verdade, eu não separo. Na hora da criação, nunca sei se aquilo sera uma música ou uma poesia, já fiz poesias que me salvaram na hora de terminar uma música pros meus discos, e já fiz músicas que tornaram-se poesias no papel, então não existe limite, a fronteira fica sempre aberta e vira e mexe um verso clandestino migra, ilegalmente do microfone pro papel e vice-versa.
Sobre seu trabalho social, como é a experiência de intervir na vida de detentos, pessoas em situação de risco, usando a poesia como instrumento de transformação social? Quais os resultados que você vem observando nesse processo?
Pra mim é extremamente gratificante, até porque como educador eu sei o quão limitado são os métodos pedagógicos tradicionais, por isso me sinto um privilegiado, por poder levar o conhecimento de uma maneira simples e acessível, e o que é melhor, de acordo com as práticas de vivência dessas pessoas, a identificação é automática. Atuo muitas vezes onde os métodos formais fracassaram, por isso a cobrança é dobrada, a responsa é maior, muitas vezes pego “a batata queimando já”, e me colocam pra apagar incêndio com copo d’água, nem sempre consigo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Divulgação: Renan Inquérito

MC paulista lança livro em Maceió
Renan Inquérito apresentará #PoucasPalavras no Espaço Linda Mascarenhas

Diogo Braz

A matéria prima de seu trabalho é a palavra. Como MC do grupo de Hip-hop Inquérito, compositor e poeta, o paulista Renan Inquérito está habituado a tratar a palavra tal como o escultor molda a argila. Seus versos têm a forma da poesia concreta, vêm em frases curtas, em trechos de música. Toda a versatilidade do artista das rimas a tratar com as palavras pode ser conferida no seu primeiro livro #PoucasPalavras, que será lançado em Maceió no dia 24/09, às 8 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. Na ocasião, Renan falará sobre seu trabalho, realizará uma pequena oficina de literatura e atenderá aos fãs. 


Hip-hop e literatura: Renan Inquérito - Foto de divulgação

Renan tem 27 anos, já foi sorveteiro, empacotador e mecânico. Iniciou seu percurso na cultura Hip-hop em 1997, como locutor de rádios comunitárias. Em 1999, criou o grupo Inquérito, com o qual lançou três premiados discos.
A literatura sempre esteve presente em sua trajetória artística. Criou o jornal "Idéia Quente" (2001-2003) e participou de livros coletivos com outros poetas das periferias do Brasil. Além disso, ministra oficinas de literatura em escolas, presídios e em unidades das Fundações CASA, no interior de São Paulo.  

#PoucasPalavras


Um livro na mão e uma ideia na cabeça - Foto de divulgação


O livro é o resumo da carreira de Renan como poeta e MC. O uso da hastag no título da obra é uma alusão aos tempos modernos, de nanotecnologia, "onde tudo é diminuído, compactado: das músicas, ao orgulho", como afirma o autor. O formato de livro de bolso contrasta com as grandes ideias presentes em suas 156 páginas. #PoucasPalavras faz parte de um projeto de mesmo nome, que inclui um vídeoclipe sobre o universo da literatura e da comunicação dentro da cultura Hip-hop.




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Entrevista: Jorge Tenório


O ouro de Jorge
Jorge Tenório dá entrevista exclusiva sobre seu novo livro

Diogo Braz

O escritor alagoano Jorge Tenório lançou ontem (05/06/12), no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, o seu quinto livro, o romance "O ouro do coronel". Para a ocasião, ele preparou uma bonita festa e recebeu os amigos e admiradores de sua obra, numa noite em que a literatura foi a grande homenageada.

Noite repleta de convidados - foto de Diogo Braz

Os elogios sobre o estilo de escrita e escolha das temáticas em suas obras podiam ser escutados em todo o Espaço: um homem que vem marcando seu estilo e se destacando na arte de lidar com as palavras. 
Para falar um pouco mais sobre o seu novo livro e sua relação com a literatura, Jorge Tenório concedeu esta exclusiva entrevista, que pode ser conferida a seguir. Aproveitem!

Este é o seu quinto livro, de onde surge a inspiração para tantas histórias?
Acho que a inspiração vem primeiramente deste dom que Deus me deu de contar histórias e depois da minha experiência de vida, desde a infância até os dias de hoje, vamos vendo e vivendo fatos, acontecimentos, situações interessantes, que merecem ser contadas e que servem de base para a elaboração de uma história, que, dependendo do tamanho, se transforma num conto ou num romance.

A noite também foi de autógrafos - Foto de Diogo Braz

A referência do homem interiorano, da vida sertaneja, parece ser muito forte em sua obra. Como você consegue trazer essas referências para os seus livros mesmo morando em meio urbano?
É que nasci e vivi até os doze anos de idade num povoado no interior de Palmeira dos Índios, depois me mudei para a cidade, mas não deixei de ter contato com o homem interiorano, pois meu pai era  político e sua casa vivia cheia de sertanejos, de gente humilde. Então o jeito de vida simples do homem do campo e seu linguajar autêntico ficaram impregnados na minha cabeça. Aliás, eu próprio sou um homem do campo, carrego dentro de mim as características do sertanejo, apesar de já viver há bastante tempo na capital.

Qual o papel da literatura na sua vida?
A literatura sempre representou muito para mim, desde a minha juventude. Via os meus irmãos e amigos de minha idade saírem para as festas, mas eu preferia ficar na companhia de um romance. Li muito, acho que todos os autores brasileiros e vários de outras nacionalidades. O gosto pela leitura me levou a ousar escrever alguns contos, daí parti para o romance. Escrever para mim se tornou um hábito tal qual caminhar. Todos dois são salutares. Escrever para mim funciona como uma terapia, vou me deliciando enquanto escrevo, não me importanto se os outros, mais tarde, vão rir ou achar interessante também aquilo que escrevi. E para completar digo que a Literatura nos enriquece, ela anda de mãos dadas com a Educação, que, como todos sabem, é o caminho mais curto para o progresso.

O ouro do coronel - Foto de Diogo Braz

Em "O ouro do coronel" a figura do cangaceiro é vista pela população da pequena cidade como a personificação da esperança,. um herói. Como você enxerga esse polêmico paradoxo do fora da lei aclamado pela sociedade, tal qual o fenômeno nacional Capitão Nascimento ou o controverso Lampião?
No meu livro "O ouro do coronel", um coronel tirano oprime os mais fracos, acha-se o dono de tudo e de todos, então acho que é por isso que qualquer um que lhe fizesse oposição, que tivesse realmente condições de vencê-lo, seria aclamado como um herói, mesmo sendo um fora da lei. Acho que foi assim com Lampião e nos dias de hoje com o capitão Nascimento, que simboliza a luta contra o monstro da corrupção e do crime.

Infelizmente, o coronelismo ainda é um tema atual e perturbante na sociedade alagoana. A má distribuição de renda mantém uma elite predominantemente agrária e com poderio político em todo o estado. Como você enxerga essa sociedade e qual a crítica que o seu livro pretende fazer ao atual coronelismo?
Acho que enxergo como a maioria enxerga, ou seja, uma situação extremamente injusta e cruel. São poucos dominando e manipulando a massa. Enquanto isso predominar, viveremos nessa pobreza, nessa falta de esperança de um futuro melhor. Meu livro mostra isso no início do Século XX, mas infelizmente a coisa não mudou muito.

O escritor recebe o carinho do público - Foto de Diogo Braz

Pergunta clichê, mas, infelizmente, ainda necessária em nossa realidade: Quais as dificuldades enfrentadas por um escritor ao publicar o seu livro aqui, em nossa terra?
Isso aí é uma ferida crônica: o tempo passa, o mundo se moderniza, sabe-se que a educação é fundamental para o progresso de um povo, mas cadê que se investe nisso, facilitando a aquisição de um livro, incentivando-se a Literatura? Quando publico um livro, ou sai do meu bolso ou deixo de lado a timidez e a vergonha para pedir um incentivo aos empresários, pois o Estado "nunca tem recursos" para patrocinar a edição de um livro. Se não fossem essas pessoas que se condoem do nosso choro, aí era que as coisas seriam mais difíceis ainda.

Como conhecer mais sobre a sua obra? Onde adquirir seus livros ou obter mais informações sobre o escritor Jorge Tenório?
Dos meus três primeiros romances eu só possuou alguns exemplares em casa (a livraria da EDUFAL deve ter de "O sacripanta"), só existem mais exemplares do romance "Armações do Capeta", que também estão comigo, mas vou distribuir em algumas livrarias da cidade, juntamente com este que estou lançando hoje. É que o patrocínio que consigo só dá para uma edição pequena, com poucos exemplares, 1000 no máximo. Quanto a saber mais sobre minha pessoa, estou à disposição no meu e-mail (jorgetenorioal@yahoo.com.br) ou pelo Site da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes (www.APALCA.com.br). 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Divulgação: Lançamento do livro "O ouro do coronel"

Jorge Tenório lança "O ouro do coronel" no Espaço Linda Mascarenhas


Diogo Braz

O escritor alagoano Jorge Tenório vai lançar seu mais novo livro, o romance "O ouro do coronel", às 19 horas desta terça, 05 de junho, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. 
Editado pela CEPAL, "O ouro do coronel" é um romance ambientado no sertão, durante a  grande seca 1915 e conta a história de um cangaceiro em sua saga em busca de vingança contra um coronel tirano que lhe tomou a noiva e imprime domínio massacrante aos habitantes da pequena cidade, assolada pelos problemas da falta d’água. Uma história cheia de perseguições e romance que mostra o retrato do Nordeste no início do século XX e traz uma história recheada de aventura e humor.


Jorge Tenório, o autor - Foto de divulgação

Jorge Tenório 

Ex-bancário nascido em Palmeira dos Índios, membro da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes – APALCA, Jorge Tenório é um autor regionalista, de estilo simples e direto, que conta histórias que se passam principalmente com o povo do sertão, ora engraçadas, ora tristes, e sempre fiel ao seu linguajar autêntico, de homem do campo.
Este é o 5º romance que Jorge Tenório publica. Seus romances anteriores são: O sacripanta (publicado pela EDUFAL); São José (publicado pela Fundação de Ação Cultural de Maceió); Guerra de Tolos(publicado pela Editora Catavento) e Armações do Capeta (publicado pela Editora Catavento). Já ganhou 04 prêmios da Academia Alagoana de Letras: 03 na categoria romance (O sacripanta, São José e Guerra de tolos) e um na categoria conto (Um caminhão de votos).

Serviço
Lançamento de O ouro do coronel, romance de Jorge Tenório
terça, 05 de junho, às 19 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Entrada franca

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vídeo: Espaço Linda em atividade

Confira uma compilação de registros fotográficos de atividades realizadas no Espaço Cultural Linda Mascarenhas entre 2011 e 2012. Aproveite e conheça nosso canal no Youtube 




Devido à compressão do vídeo, a nitidez das fotos ficaram um pouco comprometidas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Homenagem a Ivanksuel Amorim

IZP perde um amigo, Alagoas perde um poeta

É com pesar que comunicamos aqui o falecimento de Ivanksuel Amorim, não somente um amigo de trabalho do Instituto Zumbi dos Palmares, mas também um poeta dedicado. Com a sensibilidade de um artista das letras, Ivanksuel soube conquistar a simpatia e admiração de todos com quem trabalhou. 

Ivanksuel em noite de lançamento de seu livro Sim à poesia II

Vítima de ataque cardíaco, Ivanksuel deixa como lição sua paixão pela poesia, com a qual ele vivia e se realizava. Lançou dois volumes de uma coletânea de poemas, chamados Sim à poesia e Sim à poesia II, este último lançado em 8 de fevereiro deste ano, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. Sua principal missão com os livros, como ele mesmo falava, era levar a poesia romântica ao povo, versos sobre a família, os amigos, religião e o dia a dia.
Parte deixando saudades. Nossa solidariedade aos familiares e aos amigos.

Leia AQUI uma curta entrevista com o poeta, de 09 de fevereiro de 2012.