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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Divulgação: O Pequeno Príncipe - Janeiro e fevereiro 2018

Cativante Trupe do Linda
Grupo teatral formado no Linda Mascarenhas está em temporada com O Pequeno Príncipe

Diogo Braz

Formada por alunos da Oficina de Teatro do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, a Trupe do Linda vem lapidando a peça “O Pequeno Príncipe” há cerca de 4 anos. Nesse tempo, já realizaram algumas temporadas com a montagem, encenaram a história em outros teatros e conquistaram a confiança para iniciar 2018 com uma nova série de apresentações do clássico de Antoine de Saint-Exupéry. As sessões acontecerão nos dias 14 e 21 de janeiro e nos dias 24 e 25 de fevereiro, sempre às 17 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas.
Elenco - foto de Diogo Braz

A Trupe do Linda nasceu do interesse de jovens alunos da rede pública estadual de ensino pelo Teatro. Matriculados na oficina de Teatro do Linda Mascarenhas, aparelho cultural do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), o grupo de jovens foi incentivado pelo professor e diretor do espetáculo, Carlos Alberto Barros, a uma incursão mais séria na arte dos palcos. Primeiro, construíram juntos o texto da peça “A primeira vez a gente nunca esquece”, que ainda consta no repertório do grupo. O passo seguinte foi imprimir a identidade da Trupe na peça infantil “O Pequeno Príncipe”: Missão cumprida com sucesso. Desde lá, o empenho e dedicação desses jovens atores vem cativando o público a cada temporada. Vale conferir.
Processo criativo na Oficina de Teatro - Foto de Diogo Braz


Local: Espaço Cultural Linda Mascarenhas (ao lado do Cepa)
Dias: 14 e 21 de janeiro e 24 e 25 de fevereiro
Horário: 17 horas
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia)

Informações: (82) 98803-2918

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Divulgação: Negreiros

Negreiros será apresentada no Linda Mascarenhas
Espetáculo da cia alagoana LaCasa, que aborda temas escravidão e abolição, será apresentado nos dias 5 e 6 de janeiro, às 20h

Assessoria

O que aconteceu com os libertos após 13 de maio de 1888? O que o Brasil fez com eles? Assunto ainda atual no século 21, a Companhia Artística LaCasa traz em Negreiros o por que, ainda nos dias de hoje, é preciso abordar essa questão. É necessário falar sobre ser negro em um país de maioria negra, mas de minorias negras. A política brasileira do século 19, época da Lei da Abolição no país, não é tão diferente da atual.
O espetáculo Negreiros será apresentado no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no Cepa, bairro do Farol, nos dias 5 e 6 de janeiro, às 20h, com ingressos a R$ 20 inteira e R$ 10 meia.

Foto de Bero Carvalho

Preconceito, perseguição, esquecimento. A relação opressor e oprimido é colocada em cena. Mágoas, lutas, superação e enfrentamento para a construção de um ser humano melhor, mais respeitado e reconhecido. Com Negreiros, a Cia alagoana LaCasa aborda a questão da abolição em nosso país e coloca no palco o quanto ainda é difícil, na prática, as palavras CIDADÃO, RESPEITO e SER HUMANO.
O texto é do jornalista e ator Abides Oliveira, que assina a direção com Fátima Farias. A direção musical é do compositor e músico Gama Júnior, figurino e cenário da socióloga e atriz Ane Oliva, desenho de luz de Fátima Farias, figurino e orientação artística cena “África” de Nani Moreno, música e preparação maculelê de Rodrigo Pedrosa, tradução e orientação yoruba de Jorge Riba, arte de Abides Oliveira, fotos de Bero Carvalho e produção de Abides Oliveira. O ator e músico Gi Silva, da banda RaizKanoa, forma o elenco com Abides Oliveira. Uma das músicas da banda, “Leve Brisa” de autoria de Gi Silva, faz parte da trilha musical do espetáculo.
As apresentações do Teatro Linda Mascarenhas da peça Negreiros tem apoio cultural da Benefisio, Namastê Produções, Instituto Eu Mundaú e Instituto Zumbi dos Palmares.

Local: Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Dias: 5 e 6 de janeiro
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Informações: (82) 99930-9866

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Projeto Vivência e prática de canto

O canto da oficina
Projeto oferece aulas gratuitas de canto no Linda Mascarenhas

Diogo Braz

Abrem-se os cadernos de partituras e soltam-se as vozes. Desde o início de setembro, o Espaço Cultural Linda Mascarenhas vem sendo um tipo de ateliê de cordas vocais na oficina “Vivência e prática de canto”, idealizada e ministrada pelo Maestro Max Carvalho e pela soprano Elvira Rebelo, e realizada pelo Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Alagoas (Seduc). No projeto, são oferecidas aulas gratuitas de canto, em uma ampla abordagem, desde as técnicas de respiração até os aspectos teóricos e históricos que envolvem a música como um dos mais preciosos patrimônios culturais da humanidade.


Os ministrantes da oficina, Max Carvalho e Elvira Rebelo, dispensam apresentações, estando entre os nomes mais respeitados da música erudita em Alagoas na atualidade. Com a proposta de levar à comunidade o vasto conhecimento da dupla em um processo contínuo, e participativo, em encontros semanais, às 15 horas das terças, a oficina já é um sucesso de procura, tendo preenchido todas as suas vagas em apenas dois dias. Além da turma inicial de 15 pessoas, o “Vivência e prática de canto” também abraçou os alunos do projeto “Canto da terra”, do Centro de Arte e Mediações Culturais (Camec), da Seduc, e também atua no aperfeiçoamento de mais um importante coral para o estado. 
Como base de todas essas atividades está o papel social das artes. “A realização de atividades musicais por cantores, estudantes de canto e pela comunidade permite a ampliação e o desenvolvimento de novos parâmetros comportamentais”, revelam Max e Elvira. “A vivência do canto em grupo propicia aperfeiçoamento aos cantores atuantes e uma nova perspectiva a quem está sendo inserido no universo da prática do canto”, avaliam. 

É certo que a arte toca e transforma, aguça uma percepção de mundo diferenciada e passa a preencher a vida das pessoas com mais beleza e entusiasmo. Quem já era iniciado no mundo da música poderá contar com um arsenal de técnicas valiosas e um acompanhamento especializado que certamente melhorará sua voz e seu repertório. Quem está iniciando o mergulho agora terá a oportunidade de ser guiado por instrutores hábeis, o que permitirá a formação de uma nova maneira de experimentar as canções e o prazer de cantar. 

A primeira amostra dos resultados desse processo está prevista para acontecer em dezembro, durante o primeiro recital dos alunos da oficina. No mesmo mês, também está prevista uma apresentação do coral do projeto Canto da terra. Além disso, há planos para mais apresentações e concertos, sempre abertos para a população, buscando contagiar e formar público para as talentosas vozes de Alagoas. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Divulgação: Projeto Linda Gato Negro e José Paulo

Agosto com sorte nas artes
Gato Negro e Mestre José Paulo são atrações do Projeto Linda de Música e Artes Visuais

Diogo Braz

Se a superstição sugere ligar o alerta quando o calendário anuncia o mês de agosto, o Espaço Cultural Linda Mascarenhas afasta qualquer agouro com mais uma edição do Projeto Linda de Música e Artes Visuais, às 19 horas do sábado, dia 05, com o show da banda Gato Negro e a abertura da exposição “Multiplicidade: das margens lagunares ao caos urbano”, do escultor José Paulo, que ficará em cartaz durante todo o mês, na galeria do próprio Linda.


O projeto é uma realização do Instituto Zumbi dos Palmares e vem sendo desenvolvido desde 2008, oferecendo sempre uma mostra interessante e integrada, como o próprio nome sugere, do que vem sendo produzido na música e nas artes visuais em Alagoas, propiciando um diálogo entre as áreas e buscando a formação de público para ambas. A entrada para o show e visitação da exposição é gratuita e há sempre uma atividade a mais, envolvendo a comunidade de alunos da Rede Pública Estadual de Ensino, como o já tradicional momento para os estudantes conversarem com os artistas sobre o seu fazer artístico. A escolha das atrações é feita por uma curadoria permanente da equipe do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, que constantemente avalia a relevância artística dos trabalhos desenvolvidos em Alagoas, o atual momento de produção dos artistas, bem como questões de conveniência e importância para o público.

Gato Negro
Arapiraca é o berço musical desse power trio formado por Paulo Franco (vocais e guitarras), André Tenório (baixo e backing vocals) e Wilson Silva (bateria). Com influências que vão de Led Zeppelin a Roberto Carlos, a Gato Negro define o seu som como um soul brazuca com powerpop nordestino, um rótulo amplo, que serve como terreno fértil para a criatividade e bom gosto dos três músicos. O soul nos dá a noção de que é um som dançante, vindo da alma; o brazuca revela a origem dessa alma, o que dá um tempero específico ao ritmo e situa a temática das canções dentro do cotidiano de nossa gente; o powerpop explicita o grande potencial melódico da banda, com composições que conseguem ser novas em folha e soar familiares aos ouvidos do público, um verdadeiro arsenal de hits radiofônicos prontos para eclodir; e o nordestino revela-se no sotaque ostentado sem vacilo, na sonoridade ancestral muito bem resolvida e urbana que traz ainda mais identidade ao som dos caras: pop, familiar, mas instigante e com alma.
Gato Negro: Soul brazuca com power pop nordestino - Foto de divulgação

Uma boa amostra do trabalho da Gato Negro é o primeiro disco deles, Cio, lançado no final de 2015, com 11 canções autorais irrepreensíveis. Cio veio à tona depois de um longo período de gestação e desde lá vem conquistando público em diversos e importantes palcos por onde o trio tem passado, com frequência notável no circuito de shows principalmente em Maceió e Arapiraca. Um show que vale a pena conferir.

José Paulo
Natural de Chã Preta, José Paulo nem imaginava que seus caminhos o levariam às artes. Ainda na infância, fazia pincéis com gravetos e pelo de rabo de cavalo para pintar santos nas casas da vizinhança em troca de ovos, pintos, galinhas. Apesar dessa clara inclinação para o ofício, ele ainda não havia encontrado a sua forma de expressão artística. Mudou-se para Maceió (AL), onde se dedicou a marcenaria, profissão que o levou à serralharia e, algumas décadas depois, à escultura, quando se deparou, por acaso, com uma galinha feita de metal. A peça acendeu o pavio de sua criatividade e despertou o artista no artesão. O que era para ser apenas um exercício de serralharia, passou a ser o seu modo de transformar os objetos a sua volta com arte.

José Paulo, o criador, e sua criatura - Foto de Lilian Barbosa

Ao reutilizar materiais dos mais diversos, do metal à madeira, passando por recipientes de plástico, vidro, pneus, cascas, madeiras, pedras e sementes, José Paulo cria as mais cativantes figuras, que denomina como bichos-brinquedos. Seu processo envolve principalmente a intuição, até mais que a apurada técnica de 30 anos no batente de serralheiro e marceneiro. A sensibilidade e paixão com as quais lida com sua arte revelam uma sabedoria digna dos gurus, não à toa é conhecido como Mestre José Paulo, um sereno e modesto senhor que enxerga esculturas em galhos de árvore, em peças descartadas de carro e onde a maioria das pessoas enxerga apenas lixo, caos. A cidade é sua fonte de matéria-prima e é no seu ateliê, próximo da margem lagunar, que ele transforma suas visões em obras de arte. Vale a pena prestigiar.

Serviço
O que? Projeto Linda de Música e Artes Visuais, com o show da banda Gato Negro e abertura da exposição “Multiplicidade: das margens lagunares ao caos urbano – A arte escultórica do Mestre José Paulo”.
Quando? Dia 05 de agosto (sábado), às 19 horas
Onde? Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), na Avenida Fernandes Lima, Farol, em Maceió.
Quanto? Entrada Franca

A exposição ficará em cartaz na galeria do Espaço Linda, em horário comercial, até o dia 01 de setembro, com visitação gratuita. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Divulgação: Diversidades, de SDKQ Crew

Dançando na luta
SDKQ Crew apresenta espetáculo de dança que debate a diversidade

Diogo Braz


O grupo de danças urbanas SDKQ CREW apresentará o espetáculo Diversidades em duas sessões, no dia 28 de julho, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. A atividade faz parte de um projeto voluntário para jovens carentes e debate uma temática atual e ainda polêmica por meio da dança. 
Foto de divulgação

Os dançarinos revelam que a intenção do espetáculo é questionar vários estereótipos impostos pela sociedade, num momento em que as discussões em torno da diversidade estão cada vez mais ganhando espaço nos debates sociais. "Esses questionamentos ocorrem para que haja quebra de paradigmas, tabus e preconceitos; para que haja possibilidades para uma sociedade mais justa, com menos violência, com mais amor e igualdade" releva o grupo em seu release. "Nesse sentido, a dança pode ser uma expressão de disseminação da igualdade e de luta contra os preconceitos, pois a dança pode transformar sentimentos e promover reflexão e autoestima" explicam. 
Em Diversidades o SDKQ Crew promete dançar o amor, o respeito e a luta para construir a sociedade que desejam.
Foto de divulgação

O espetáculo será apresentador no Espaço Cultural Linda Mascarenhas no dia 28 de julho, às 19hs e 20h30, com direção e coreografia de Leonardo Emiliano, e o apoio cultural do Instituto Zumbi dos Palmares.

Arte de divulgação do espetáculo

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Divulgação: Temporada O Pequeno Príncipe, da Trupe do Linda

Teatro essencial, bem visível aos olhos
Alunos de teatro do Linda Mascarenhas entram em temporada com O Pequeno Príncipe

Diogo Braz

   Há cerca de seis anos, a oficina de Teatro do Espaço Cultural Linda Mascarenhas (Instituto Zumbi dos Palmares - IZP) tem construído pontes ao invés de muros. Com aulas gratuitas de teatro voltadas para alunos da Rede Pública de Ensino de Alagoas, o projeto idealizado pelo ator e diretor Carlos Alberto Barros formou um grupo dedicado de jovens talentos e apresenta agora mais uma de suas construções artísticas na temporada da peça “O Pequeno Príncipe”, em cartaz aos sábados e domingos de julho, no próprio Espaço Linda.
Foto de Diogo Braz

   Quando iniciou o projeto, Carlos Alberto – que também dá vida à companhia teatral Ozinformais – pensou em utilizar a arte como ferramenta pedagógica, que pudesse chamar a atenção de seus alunos para uma melhor convivência, uma melhor compreensão de si mesmos e de seu papel na sociedade. Descobriu o talento de alguns jovens para a dramaturgia, pessoas com sensibilidade artística e que souberam aproveitar o teatro como uma ferramenta de expressão. “A apresentação é apenas um detalhe. O objetivo é esse encontro deles: isso é mais importante que o resultado final”, revela o diretor.

Foto de divulgação

   Os estudantes participam das atividades, revezando-se entre as funções de ator, produção, luz, som, numa verdadeira imersão no fantástico mundo do teatro, descobrindo afinidades e até mesmo a possibilidade de atuação profissional na área. A peça “A primeira vez a gente nunca esquece” foi o primeiro resultado de todo esse processo, levado ao público com sucesso, inclusive com apresentações no complexo do Teatro Deodoro. Naquela oportunidade, a Trupe do Linda – nome com o qual o grupo se batizou – trabalhou de forma colaborativa no texto e montagem da peça, trabalhando questões e situações trazidas pelos próprios alunos durante as aulas da oficina.

Foto de Diogo Braz

   Agora, o desafio é imprimir a personalidade dessa trupe em um texto clássico do cultuado escritor francês Antointe de Saint- Exupéry. A adaptação e direção prometem dar um tom mais adolescente ao texto, mas sem descuidar de uma linguagem agradável para adultos e crianças. “A intenção é levar a plateia para um momento poético e singelo numa pegada mais jovem, que é o que os atores são”, adianta Carlos Alberto. Criatividade não falta para contar o encontro de um menino – que vivia sozinho em um planeta distante e pequeno como uma casa – com um aviador perdido no deserto. A história desses personagens que compartilham sentimentos e sonhos que encantam e tocam o coração parece familiar a esse grupo de alunos, ainda pequenos na idade e no tempo de palco, mas já imensos na vontade de encenar histórias e trocar experiências com o público: o essencial ao teatro. Uma peça que tem tudo para cativar todos.

Serviço
Temporada Teatral da peça “O Pequeno Príncipe”, da Trupe do Linda, formada por alunos da oficina de teatro do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, do IZP.
Local: Espaço Cultural Linda Mascarenhas
Sessões pré-estreia para familiares e convidados: 08/07 e 09/07 às 17 horas
Sessões: Sábados e domingos de julho, às 17 horas (15/07, 16/07, 22/07, 23/07, 29/07 e 30/07)
Ingressos no valor de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), à venda no Espaço Cultural Linda Mascarenhas antes das sessões.

Informações: 82 98851-2664 | 82 99644-0429 | 82 99652-6104

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Projeto Linda de Música e Artes Visuais: Edson Bezerra e Lilian Barbosa (Divulgação)

De volta, em todos os gêneros
Projeto Linda de Música e Artes Visuais retorna com Edson Bezerra e Lilian Barbosa

Diogo Braz

O Espaço Cultural Linda Mascarenhas retomará sua programação normal neste dia 20, às 19 horas, com uma edição especial do Projeto Linda de Música e Artes Visuais, com o show “Românticas”, de Edson Bezerra, e a abertura da exposição “Opressão ao gênero feminino: O X da questão – Uma exposição baseada em fatos reais”, de Lilian Barbosa, que ficará em cartaz até junho, na galeria do próprio Linda.
Desde sua reabertura, em outubro de 2016, o aparelho cultural do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) estabeleceu uma programação mais concentrada em atividades educacionais, como oficinas culturais, workshops, debates, reuniões abertas, palestras e outros. Por isso, o Projeto Linda de Música e Artes Visuais teve uma mudança no seu conceito. “Já existem alguns bons projetos que contemplam a música e as artes visuais na cidade, seja no Arena, no Misa, no Sesc e aqui mesmo”, observa o cantor Junior Almeida, Gerente do Espaço Linda. “Queríamos encontrar um novo formato para o projeto, que desse oportunidade ao público de conhecer os artistas em suas vertentes mais diferentes, de ampliar debates e construir algo mais próximo dessa linha voltada para a educação”, explica.

Neste sentido, o projeto visa ampliar um diálogo artístico e conceitual entre os trabalhos do cantor, sociólogo e professor universitário Edson Bezerra e da artista multilinguagem Lilian Barbosa, em rodas de conversa abertas ao público sobre questões de gênero e a violência, aproveitando a proximidade da data que marca o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes em todo o Brasil. As rodas de conversa terão mediação dos artistas e acontecerão no Espaço Linda Mascarenhas, às tardes de segunda e quarta, a partir das 13 horas, de 22 a 31 de maio. Vale destacar que todas as atividades do projeto têm entrada gratuita.

Edson Bezerra

Alguns podem lembrar apenas do viés acadêmico deste inquieto sociólogo e professor alagoano, pois Edson Bezerra tem destacada atuação nesse meio, sendo idealizador do importante e celebrado Manifesto Sururu. Distante dos palcos há cerca de dez anos, Edson  também guarda uma importante história na música alagoana, tendo sido integrante do lendário Grupo Terra, no começo dos anos 80, e ganhador de muitos festivais universitários de música. Além disso, também compôs em parceria com Carlos Moura, Marcelo Melo (Quinteto Violado) e Chico Elpídio. Desde lá, atuou entre períodos de latência e atividade, brindando o público com performances marcantes e deixando todos ansiosos por mais. 
Edson Bezerra está de volta aos palcos - Foto de divulgação
Neste aguardado retorno, Edson Bezerra apresentará o show “Românticas”. O título já fala por si mesmo, pois trata-se de um show no qual Edson, em seu viés intérprete, fará releituras de clássicos intimistas e românticos da música popular brasileira, como é o caso de Ninguém vai chorar por ninguém (Antônio Marcos) e Aceito o seu coração (Roberto Carlos), além de celebrar autores alagoanos como Chico Elpídio, Júnior Almeida e ele próprio, em seu viés compositor. O artista optou por não apresentar um repertório exclusivamente autoral neste seu retorno, por acreditar que um show composto por clássicos românticos fará o contraponto perfeito com o trabalho de Lilian Barbosa. “Enquanto a exposição da Lilian se trata de uma estética de choque, Românticas, no contexto da tradição, se desdobrará no possível”, explica o cantor.
Para apresentar as canções do show, Edson Bezerra escolheu um formato acústico e mais intimista, que privilegia a interpretação. No palco, ele estará muito bem acompanhado pelos violões de Toni Augusto (que também assina a direção musical) e Jacques Setton: imperdível.

Lilian Barbosa
Artista autodidata, a maceioense Lilian Barbosa produz arte desde criança, mas estabeleceu sua estreia profissional em 2009, quando abriu o próprio ateliê, no bairro do Farol. Por volta desse período, foi iniciada no teatro sob direção do saudoso Glauber Teixeira, quando descobriu a performance como linguagem artística complementar de seu prolífico trabalho. Sem apego a rótulos, Lilian se denomina uma artista multilinguagem, que trabalha artes integradas, utilizando-se de elementos de design de moda, figurino, adereço, escultura, arte sustentável, instalação e, claro, as ações performativas.

Arte multilinguagem de Lilian Barbosa - Foto de divulgação

O ímpeto artístico de Lilian e todos os seus trabalhos buscam causar reflexão e debate sobre temas muitas vezes incômodos, que boa parte das pessoas evitam tratar. A sua arte é ativista, objetivando sempre despertar a consciência das pessoas a respeito de sustentabilidade, as diversas violências no ambiente e para a necessidade de uma equiparação de gêneros. A artista sempre esteve atenta a essa questão, conviveu desde cedo com pessoas de todos os gêneros e, por ver a injustiça social contra transgêneros, entendeu a arte como uma via para o diálogo e para abordar esse tema. “A intenção é problematizar para humanizar pessoas”, revela.
Todas as obras expostas em “Opressão ao gênero feminino: O X da questão” são baseadas em histórias reais de mulheres cis e trans que sofreram e sofrem violência diariamente em uma sociedade heterocentrada ainda repleta de homofobia e transfobia. “Infelizmente, nossa sociedade ainda não desenvolveu uma educação voltada para aceitar o que é diferente do padrão. Falta bastante informação”, explica. Por isso, Lilian gosta de estar nas ruas, expondo seus trabalhos e dialogando com as pessoas. “Eu gosto de apresentar meu trabalho nas ruas, mas é importante trazê-lo para as galerias, para ocupar espaços, trazer esses questionamentos para os espaços institucionalizados e fazer com que as pessoas tenham informação sobre esse tema”, avalia a artista.

Serviço
O que? Projeto Linda de Música e Artes Visuais, com o show “Românticas”, de Edson Bezerra, e abertura da exposição “Opressão ao gênero feminino: O X da questão – Uma exposição baseada em fatos reais”, de Lilian Barbosa.
Quando? Dia 20 de maio, às 19 horas
Onde? Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), na Avenida Fernandes Lima, Farol, em Maceió.
Quanto? Entrada Franca
Importante: A exposição tem classificação etária de 14 anos e ficará em cartaz na galeria do Espaço Linda, em horário comercial, até o dia 23 de junho, com visitação gratuita.

As rodas de conversa acontecerão às segundas e quartas, entre 22 e 31 de maio, sempre às 13 horas, também com entrada franca.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Palco Aberto - Fernando Marcelo (Divulgação)

A pluralidade de Fernando Marcelo
Cantor faz show no Linda Mascarenhas pelo Projeto Palco Aberto

Diogo Braz, com release

O cantor e compositor Fernando Marcelo talvez seja o artista que mais represente, nesta edição, o estandarte da pluralidade musical levantado pelo Projeto Palco Aberto. E o público poderá conferir todas as cores do seu trabalho nesta quinta (01), no palco do Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), a partir das 20 horas. 

Fernando Marcelo - Foto de divulgação

Músico autodidata e dono de estilos variados, Fernando Marcelo compõe e toca suas música desde a adolescência; mas, começou a participar do metiê artístico musical alagoano a partir do IV Femusesc, quando classificou o blues "A Dois", música que já foi interpretada por Júnior Almeida e Fernanda Guimarães.
Participou da primeira edição do projeto Alagoas em Cena, onde classificou "Cavalo Azulado" e também fez parte do projeto "Alagoando" e interage com os demais artistas da cena autoral alagoana em parcerias e participações em shows.

Serviço
Show de Fernando Marcelo Pelo Projeto Palco Aberto
Quinta, 01 de dezembro, às 20 horas (portas abrem às 18 horas, com jam session)
Espaço Cultural Linda Mascarenhas

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Gustavo Gomes - Um bando de Samba

Com Samba... Cem Sambas
Gustavo  Gomes faz show em  homenagem ao samba no Linda Mascarenhas

Diogo Braz

O inquieto Gustavo Gomes, homem da música  e do Teatro, decidiu fazer uma homenagem superlativa ao Samba:  promete lançar 10 discos com cem sambas ainda este ano, para celebrar o centenário do estilo. Isso mesmo: uma centena de Sambas.

Gustavo e uma centena de sambas - Foto de divulgação

Para aproveitar a data, Gustavo  fará um show  esta terça (22) no  Espaço  Cultural  Linda Mascarenhas, a partir das 19:30hs, acompanhado da Banda Inteira, onde presenteará o público com algumas canções do  repertório dos discos: uma seleção especialmente pensada para a ocasião.Vale a pena comparecer nessa festa. Os ingressos custam R$ 5.

Palco Aberto - Júlio Uçá (Divulgação)

Acordes de Uçá
Júlio Uçá faz show no Linda Mascarenhas

Diogo Braz, com release

O cantor e compositor Júlio Uçá é daqueles artistas que guardam estreita relação de identidade com a sua terra, inclusive no nome, um nome destacado no cenário local, com presença marcante em festivais e em casas de show da capital alagoana. Para apresentar o seu mais recente show, Cabelo de mola, ao público, Júlio irá se apresentar nesta quinta no Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), pelo projeto Palco Aberto.

Júlio Uçá - Foto de divulgação

Não é por acaso que o show recebe esse nome, afinal, “Cabelo de mola” foi a principal canção que levou o nome do artista ao reconhecimento local e até em outros estados como Pernambuco, São Paulo e Paraná. Esse também é o nome do primeiro disco do cantor e compositor, que reúne canções de momentos distintos, a exemplo da canção “Descolorar”, finalista do concurso “NOVO COMPOSITOR”, realizado pela produção da cantora Preta Gil, e de “carnaval de rua”, canção escolhida pra representar o estado de Pernambuco num disco internacional produzido pelo selo inglês “ARC MUSIC”.
O show revela-se recheado de vertentes. Por ser compositor, Julio não se prende a nenhum estilo em especial,apresentando canções que vão do rock ao xote, do coco ao funk, com uma performance bem melodiosa, proporcionada pelo timbre suave da voz do cantor, ao lado de Tony Augusto (guitarra e violões), Allysson Paz (bateria) e Anderson Almeida (contrabaixo).

Júlio Uçá e suas melodias de mola - Foto de divulgação


Serviço 
Júlio Uçá no Projeto Palco Aberto
Quinta, 24 de novembro, às 20 horas (portas abrem às 18 horas, com Jam de músicos alagoanos)
Espaço Cultural Linda Mascarenhas



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Oficina de teatro com Carlos Alberto Barros

O primeiro espetáculo a gente nunca esquece
Oficina de Teatro ministrada no Linda Mascarenhas revela novos talentos

Diogo Braz

O ato de encenar pode ser encarado como uma brincadeira, uma forma de construir realidades, de transmitir mensagens, de fazer arte ou apenas uma profissão, como qualquer outra. Independente da maneira que você decida encará-lo, o Teatro vem sendo, há séculos, uma encantadora atividade do ser humano, capaz de mobilizar plateias e, principalmente, novos atores, que se espelham em atores mais experientes no ofício, para descobrirem o seu talento, ainda latente.

Carlos Alberto Barros e os estudantes - Foto de Diogo Braz
Quando iniciou a sua oficina de teatro no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, há mais de quatro anos, o ator alagoano Carlos Alberto Barros, despretensiosamente, pensava apenas em utilizar a arte como ferramenta pedagógica, para que os alunos da rede pública de ensino pudessem despertar para uma melhor convivência, uma melhor compreensão de si mesmos e de seu papel na sociedade. Descobriu o talento de alguns jovens para a dramaturgia, pessoas com sensibilidade artística e que souberam aproveitar o teatro como uma ferramenta de expressão.


Talentos atentos - Foto de Diogo Braz

Desde o início, Carlos Alberto, que é da Ozinformais Cia Artística, vem ensinando técnicas de interpretação, de expressão corporal, desbravando a obra de escritores alagoanos e incentivando que esses jovens descubram textos literários com os quais se identifiquem, mas principalmente trabalhando coletivamente temas da realidade desses estudantes e com eles montando espetáculos que entram em temporada e se apresentam com êxito para o público.


Teatro como ferramenta pedagógica - Foto de Diogo Braz

As aulas são gratuitas e têm como público-alvo os estudantes da Rede Pública de Ensino. Elas acontecem no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, sempre coincidindo com o período de aulas dos estudantes. Desde o ano passado, o grupo de alunos da oficina vem encenando a peça "A primeira vez a gente nunca esquece", cujo texto foi construído em conjunto, por professor e alunos, trazendo questões do dia a dia dos próprios alunos. Agora, preparam-se para uma nova temporada de apresentações, que deve acontecer em janeiro de 2017: vale a pena aguardar.

Exposição "Lélia Gonzalez - O feminismo negro no palco da história"

Feminismo negro no palco da História
Exposição no Espaço Linda Mascarenhas homenageia Lélia Gonzalez

Diogo Braz, com release

Não se engane com o jeito manso do seu povo, Alagoas sempre foi símbolo de resistência. Basta lembrar que aqui se ergueu o Quilombo dos Palmares. Por isso, é tão emblemático o mês de novembro, ainda tão necessário para a consciência de nossa sociedade sobre as questões do movimento negro no Brasil, para a importância de continuar resistindo. Então, nada mais propício que trazer uma exposição sobre uma protagonista do feminismo negro para o aparelho cultural do instituto batizado com o nome de Zumbi dos Palmares. Pensando nisso, a Supervisão das Diversidades da Superintendência de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc-AL), em parceria com o Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), o Instituto Federal Alagoas (IFAL) e a Fundação Banco do Brasil realizará, de 16 a 30 de novembro a exposição "Lélia Gonzalez - O feminismo negro no palco da história", com 20 réplicas da exposição Lélia Gonzalez, que ocupará o  hall do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, com visitação gratuita, em horário comercial.
No dia da abertura, haverá uma programação especial, que contará com solenidade de abertura, às 9 horas; exibição do documentário "Lélia Gonzalez - O feminismo negro no palco da história", às 10 horas; e roda de conversa com a psicóloga Vanda Menezes, com a professora Maria de Fátima Viana e com a advogada Alyhia Gomes, às 11 horas. Vale a pena prestigiar o evento.



Homenagem a Lélia Gonzalez
A historiadora, antropóloga e filósofa, Lélia Gonzalez, será  homenageada com a edição do Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU). Como ativista, foi uma das pioneiras do feminismo negro no Brasil e trabalhou para a análise dos preconceitos contra mulheres negras e as desvantagens delas na sociedade
Na avaliação do presidente da fundação, José Caetano de Andrade Minchillo, a escolha de Lélia para esta edição é uma contribuição para a reflexão sobre o momento da mulher, principalmente da mulher negra na questão da igualdade racial, de gêneros e de oportunidades. “Lélia Gonzalez foi um ícone nesse sentido. Ela foi uma ativista, uma historiadora, uma escritora, mas, fundamentalmente, uma pessoa de muita coragem, que enfrentou, em um momento muito diferente deste nosso atual, de forma muito enfática, aquilo que ela acreditava”, ressaltou.

Professora Irani Neves, professor Zezito de Araújo e o músico Junior Almeida
acertando os detalhes da exposição - Foto de Diogo Braz


Lélia Gonzalez é a segunda mulher em destaque no Projeto Memória, criado em 1977, para preservar a memória cultural brasileira. Desde lá, foram homenageados Castro Alves, Monteiro Lobato, Rui Barbosa, Juscelino Kubitschek, Oswaldo Cruz, Josué de Castro, Paulo Freire, Nísia Floresta, João Cândido (líder da Revolta da Chibata), Marechal Rondon e Carlos Drummond de Andrade.

Serviço
Abertura da exposição "Lélia Gonzalez - O feminismo negro no palco da história"
Exibição de documentário sobre Lélia Gonzalez e roda de conversa com a psicóloga Vanda Menezes, com a professora Maria de Fátima Viana e com a advogada Alyhia Gomes.
Quarta, 16 de novembro, a partir das 9 horas, 
Local: Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), na Avenida Fernandes Lima, Farol. Maceió-AL
A exposição ficará em cartaz de 16 a 30 de novembro, com visitação gratuita em horário comercial.


Palco Aberto - Kel Monalisa (Divulgação)

O jeito de Kel
Kel Monalisa faz show no Linda Mascarenhas pelo Palco Aberto

Diogo Braz, com release

Kel Monalisa é conhecida pelo seu jeito carismático no palco, elemento fundamental para um artista conquistar e manter seu público, que poderá conferir o mais novo show da cantora, "Do meu jeito", esta quinta, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), pelo Projeto Palco Aberto, às 20 horas. 
Intérprete exuberante de grandes nomes da MPB, a cantora alagoana Kel Monalisa lançou, em Outubro de 2015, seu primeiro disco autoral. Depois disso, vem buscando divulgar seu mais novo trabalho, com a intenção de  emocionar seu  público e atrair novos fãs, através de suas músicas e interpretações.
Kel em ação - Foto de divulgação

A cantora explica sua ligação com a música: “Do Meu Jeito’ não é só o nome do cd, é o meu modo de apresentar ao mundo, em formato de música, o que vivi nesses oito anos de carreira”, conta Kel, enquanto relembra o início em festas infantis, na faculdade e em diversos bares, bem como a decisão de viver de música e desbravar os palcos alagoanos com vocação e coragem: “Sempre gostei de gente e a música foi o caminho que escolhi para estar sempre perto das pessoas”. O show é, então, uma espécie de convite interessante para conhecer o jeito da artista Kel Monalisa. 

Serviço
Show de Kel Monalisa pelo Projeto Palco Aberto
Quinta, 17 de novembro, às 20 horas (portas abrem às 18 horas, com jam de músicos alagoanos)
Espaço Cultural Linda Mascarenhas

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Palco Aberto - Messias Elétrico

Fieis ao Rock
Messias Elétrico converte público ao seu Rock setentista

Diogo Braz

Depois de uma década de experimentos lisérgicos transcendentais, o Rock n' Roll dos anos de 1970 parecia ter se perdido pelas portas de percepção e adentrado num universo marginalizado, obscuro para o mercado. Perdeu terreno para a discoteca e outros gêneros, mas continuou de pé, ileso em seu espaço, com um séquito fiel de ouvintes. E aos fãs do estilo, temos uma boa notícia: a banda alagoana Messias Elétrico encarna a receita do rock setentista com todos os seus ingredientes, prezando por timbres, arranjos, riffs e letras, que fizeram o público presente ao show do quinteto na última quinta (10) pelo projeto Palco Aberto, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas (IZP), praticamente viajarem no tempo.

Rock de guitarra marcante - Foto de Diogo Braz
A turma tem experiência, moldada por anos de performances nos palcos undergrounds, com a Messias Elétrico e outras bandas do mesmo filão. Lillian Lessa (vocais) e Pedro Ivo Salvador (guitarra e voz), também tocam no trio Necro. Leonardo Luiz (teclado e voz) e Alessandro Aru (baixo) já integraram a Mopho. Fernando Coelho (bateria) é um jornalista cultural que reuniu muita informação musical em seu repertório. Essa união não poderia ter resultado diferente de um som bem trabalhado, religiosamente fiel ao Rock que fez do selo independente Baratos Afins uma lenda no mercado fonográfico nacional. Não à toa, o Messias Elétrico faz parte do cast do guru descobridor de pérolas roqueiras Luiz Calanca, tendo lançado dois discos pelo selo.

Messias elétrico em viagem no tempo - Foto de Diogo Braz
Eles fizeram o show que se esperava deles: Rock direto, solos de guitarra, arranjos coesos e entrosados... sem firula, sem perda de tempo, na urgência típica da época que emulam: só se vive uma vez e o bom e velho Rock n' Roll sempre merecerá ser ouvido em seus dias de ouro.

Rock em dias de ouro - Foto de Diogo Braz