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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Divulgação: Espaço Linda no Alagoas em Cena 2012

Espaço Linda Mascarenhas apresentará dois espetáculos do Alagoas em Cena 2012
Cia. Ganymedes e Cia Teatro da Meia-Noite estarão no palco do Linda Mascarenhas

Diogo Braz

As cortinas do teatro alagoano estão abertas, está acontecendo a primeira Mostra de Teatro Alagoano - Alagoas em Cena 2012. Desde o dia 12 de novembro estão sendo apresentados espetáculos em diversos palcos da cidade de Maceió, com direito a uma etapa com apresentações no interior do estado. Entre esses polos de apresentação está o Espaço Cultural Linda Mascarenhas, que vai apresentar em seu teatro os espetáculos "As muitas últimas coisas", da Cia. Ganymedes, às 19:30hs do dia 22 de novembro, e "Marina - Uma história de cordel", da Cia. Teatro da Meia-Noite, às 19:30hs do dia 25 de novembro, ambos com entrada gratuita.
O projeto pretende apresentar uma visão ampla e atual da produção do teatro no estado e conta com a participação de 14 espetáculos de companhias e grupos de teatro alagoanos selecionados. Além das apresentações, acontecem também oficinas e debates destinados aos grupos participantes.



As muitas últimas coisas
Em “As muitas últimas coisas” somos apresentados a quatro personagens que vivem confinadas, distantes do mundo exterior. Ora loucos, ora apenas solitários. Acende ou apaga a luz? Questionam as personagens, num movimento que vai da razão à desrazão. Vai queimar a luz. Essa é a sentença que se impõe. Isoladas, e com as forças que lhes restam, elas se agarram febrilmente ao que têm, mesmo que tudo o que lhes tenha sobrado seja apenas fruto de sua imaginação.

Marina - Uma história de cordel

"Uma história vou contar. Prestem muita atenção! 
Marina era uma moça muito rica e educada,
O pai dela era um coronel de uma família ilustrada.
Mas ela amou Alonso, um pobre que não possuía nada."
O verso fala o mote do espetáculo, que fala do amor proibido de dois jovens e suas aventuras para poder concretizá-lo. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Divulgação: Ricardo Santana

Um banquinho, um violão...
Ricardo Santana apresenta clássicos da Bossa Nova em show no Linda Mascarenhas

Diogo Braz

A música não tem fronteiras, mesmo que haja certa influência geográfica no fazer música, algo no sotaque, alguma coisa do ritmo da cidade onde se vive impregnada na música que se faz. A Bossa Nova do maceioense Ricardo Santana é um exemplo disso: há um quê de Maceió na forma de executar os acordes dissonantes de clássicos cariocas de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Edu Lobo, Newton Mendonça, Carlos Lyra, Aloysio de Oliveira, Baden Powell, Dolores Duran, Ronaldo Bôscoli, Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e tantos outros que cantaram sobre as praias de Copacabana e Ipanema, a boemia da Lapa e sobre as mulheres do Rio de Janeiro. Mesmo afastada geograficamente das areias de Pajuçara, a Bossa Nova proposta por Ricardo Santana, em tom de homenagem a esses grandes compositores, encontra eco na vida cultural da capital alagoana.
Pensando nesse público admirador da boa Bossa Nova, Ricardo vai apresentar um seleto repertório em homenagem aos grandes nome do estilo em um show carregado de emoção e coração, no dia 17 de novembro, às 20 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas.
Ingressos e mais informações, pelo telefone 8829-5290

No melhor estilo da Bossa Nova - Foto de divulgação

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Arquivo Linda: Renan Inquérito #Poucas Palavras

Em passagem por Maceió, para lançar seu livro #PoucasPalavras, o MC, escritor, poeta e educador paulista Renan Inquérito, homem de frente do reconhecido grupo Inquérito, aproveitou para bater um papo franco e produtivo com o público, legítimo representante do movimento Hip Hop em Alagoas. Entre MCs, Djs e admiradores do estilo, os MCs Renan Inquérito e Pop Black, o fotógrafo Márcio Salata e o viodeomaker Vras77 falaram sobre carreira, movimentos sociais, educação, construção de cena e muita poesia. Vale conferir, logo abaixo, o texto sobre a passagem dessa turma pelo Linda Mascarenhas. 

Poucas palavras, muitas ideias!
Renan Inquérito lança livro e bate papo produtivo com o movimento Hip Hop alagoano

Diogo Braz

É um ditado antigo, mas que não perdeu a sua atualidade: Palavras têm poder e geram vida. Aquelas que brotam da cabeça do multidisciplinar MC Renan Inquérito operam  verdadeiras transformações sociais. Engajado no movimento do Rap paulista, Renan transformou-se em uma figura conhecida em todo o cenário nacional, junto ao seu grupo Inquérito, e levou a sério aquilo que canta em suas letras, pregando a conscientização e a transformação social através da arte. Participando de diversos projetos sociais, Renan viu na poesia não somente uma forma de expressão, mas também uma ferramenta para socializar, informar e transformar. Em pouco tempo, as bases do Rap ficaram pequenas para a palavra e Renan então escreveu seu primeiro livro, #PoucasPalavras, lançado em Maceió, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em 24 de setembro de 2012.

Poesia é ferramenta de transformação - Foto de Diogo Braz

Num bate papo descontraído, repleto de declamações, Renan e sua crew desmitificaram a poesia e a apresentaram como uma ferramenta para transformações. Falando sobre suas experiências no palco e desenvolvendo oficinas de Literatura com públicos excluídos ou à margem da sociedade, Renan conseguiu estabelecer uma boa conexão com a plateia, botando todo mundo pra declamar poesia e cantar diversas rimas. O público compareceu em massa e participou também com perguntas e depoimentos, numa noite altamente produtiva para o movimento Hip Hop de Alagoas.
Um dos realizadores do evento, Toni Melo, acredita que o Inquérito tem um discurso alinhado com a realidade também de Alagoas, e que o evento foi uma oportunidade de contribuir para a cena alagoana. "Todo ano a Comando Alvirrubro (torcida organizada do time de futebol CRB) realiza a sua festa de aniversário, com atrações culturais que têm a ver com algum tema proposto. Este ano, o ano de centenário do nosso clube, o tema é 'mudança', 'transformação', e o Inquérito condiz muito com esse tema, com essa transformação que a gente pensa", explica. "O Inquérito fala também sobre a nossa realidade, a gente se enxerga na música do Inquérito e todo mundo gosta do som dos caras", resume.

Debatendo o Hip Hop - Foto de Diogo Braz

Para Renan, sua visita a Maceió teve saldo positivo. "Hoje rolou um bate-papo muito bom com a galera de Maceió. A gente falou sobre o envolvimento do Hip Hop com a política, sobre a politização do movimento, as relações sociais do movimento, e sobretudo sobre poesia. A gente recitou poesias, cantou algumas letras; a rapaziada participou, perguntou, foi muito louco, uma troca de conhecimentos", comemora. "Além do lançamento do livro, o show também foi 'mil graus', tocamos pra cerca de três mil pessoas. Foi uma grande satisfação estar aqui pela primeira vez em Maceió, com muito Hip Hop, Literatura, Poesia e acima de tudo atitude, fazendo mudança", avalia Renan.
Uma noite inspiradora para o movimento alagoano, que pode conversar abertamente com um ativista da cena nacional, que ainda mostrou a importância da união e harmonia para a construção de um cenário forte para os MCs e DJs alagoanos. "O movimento em Alagoas é forte, mas ainda tem muito o que crescer. Eu conhecia pouco, mas hoje fiz várias conexões e amizades, e torço para que o movimento de Alagoas cresça, se profissionalize e se qualifique cada vez mais, para mostrar pro Brasil a cara alagoana do Rap. Aqui é a terra da liberdade, é a terra de Zumbi, então aposto que daqui vão sair vários MCs 'da hora', vários guerreiros", torce Renan Inquérito.

Contato direto com a cena alagoana - Foto de Diogo Braz

O fotógrafo Márcio Salata, que veio com Renan a Maceió para registrar toda a movimentação do Inquérito, também acredita que o momento é de crescimento para a cena Hip Hop alagoana. "É minha primeira experiência em Maceió, eu gostei muito da cidade, vi uma diversidade muito grande tanto financeira quanto de beleza e eu acho que as pessoas estão abrindo a mente", analisa. Márcio também acredita que a poesia é uma ferramenta para diminuir essa disparidade social. "Nós temos um HD infinito na nossa cabeça, e a leitura é informação que não ocupa espaço. Cultura e conhecimento não ocupam espaço, e as pessoas têm de se fortalecer nisso: leiam bastante. O Ferréz (poeta paulista) disse uma vez que, quando o Renan começou a ler mesmo, ele se transformou num melhor letrista e num melhor poeta. Eu concordo com isso. A melhor maneira de derrubar esses que estão tentando nos derrubar é ler, fortalecer o conhecimento, estudar e estudar para podermos mudar o que está errado por aí", aconselha. 
O público saiu do bate papo com mais gás para injetar em sua jornada de conscientização e participação na sociedade. O MC Basquete, do Grupo de Rap Raciocínio Agressivo, aprovou o encontro. "Eu acho que o que a gente mais precisa na periferia é informação! E o Inquérito foi perfeito em relação a trazer informação para a gente. A gente não tem esse tipo de tempo pra trocar uma ideia, discutir alguma coisa, saber mais sobre algum assunto... é difícil, o que a gente vê é só crime. Foi um evento muito bom, bem produtivo, todo o tipo de informação é bem vinda e serve para influenciar o nosso trabalho como MC, a gente colhe da melhor forma para poder passar para as pessoas. Eu gostei muito", elogia. 

O final de uma noite muito produtiva - Foto de Diogo Braz

O fotógrafo Márcio Salata deixa Maceió com um prognóstico positivo. "Eu percebi que o pessoal aqui está se politizando. É algo que começa pequeno, mas que lá na frente pode ser muito grande", avalia.
Para saber mais sobre a passagem do Inquérito por Maceió sob o ponto de vista do próprio Inquérito, acessem: 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Arquivo Linda: Cris Braun e os Fabulosos


A cantora e compositora gaúcha/alagoana Cris Braun é uma das atrações do Festival Maionese2012, que acontece hoje e amanhã, no Jaraguá. Acompanhada de sua banda, Os Fabulosos, Cris está com um show afiadíssimo, que ela apresentou pela primeira vez no palco do Espaço Cultural Linda Mascarenhas. O show aconteceu no último dia de agosto, movimentando a cena cultural de Maceió. Lembre como foi e saiba mais um pouco do que lhe espera no Maionese.

Noite fabulosa com Cris Braun
Cantora lança seu mais novo disco em show memorável no Linda Mascarenhas

Diogo Braz

Uma rápida busca pelos dicionários virtuais nos mostra que fabuloso é um adjetivo que concerne ao legendário, às narrativas criadas pela imaginação; também relativo ao que é tido como ótimo; excelente, fantástico. Nada poderia soar mais pertinente que esta palavra para definir o universo artístico de Cris Braun neste momento. Após lançar o elogiado disco Fábula, Cris agrupou um seleto time de músicos e os batizou com o cognome Os Fabulosos, ensaiou mais de três meses e apresentou sua nova obra ao vivo, pela primeira vez, em um show igualmente fabuloso no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. Fabulosa Cris Braun!

Bonecos cubistas - Foto de Diogo Braz

A noite começou com a abertura da exposição “Mínima Orquestra”, que apresentou bonecos cubistas da artista plástica Silvana Mattos, baseados em desenhos de Picasso. O nome da exposição remete ao trabalho musical que a cantora desenvolveu com o guitarrista Toni Augusto e os bonecos deixaram o espaço com o visual lúdico perfeito para a noite.
Outro atrativo da noite foi a exibição do documentário “Memórabilia – Sex Beatles”, dirigido pelo cineasta Marcelo Martins e então inédito em Maceió, que contava a história da cultuada banda Sex Beatles da qual Cris foi vocalista no início dos anos 90. No documentário, pode-se ver o depoimento de figuras importantes do chamado Rock BR dos anos 80, que acompanharam de perto a trajetória da banda.

Fabulosos - Foto de Diogo Braz

O ápice da movimentada noite, no entanto, foi o show de Cris Braun e Os Fabulosos. Com uma entrada original, a cantora cativou o público desde o princípio, apresentando releituras de seu próprio trabalho, sob a sonoridade dos fabulosos Fernando Coelho (bateria), Eduardo Bahia (guitarras, baixo) Dinho Zampier (teclados, baixo), Aldo Jones (guitarras, baixo). No repertório, jóias de toda a carreira de Cris, com destaque para as brilhantes composições de Fábula. Houve espaço também para homenagear compositores como Júnior Almeida e Wado, que estavam presentes entre o público. Um show pensado e ensaiado, mas sem perder a espontaneidade e diversão. Cris tem voz, carisma e uma presença de palco espirituosa, desapegada, o que por si só já garante um bom espetáculo. 
A veia roqueira da cantora e de sua banda ampliou os horizontes de sua música para sons e timbres atuais, dando ainda mais vitalidade aos acordes de sua Música Popular Brasileira. O baterista Fernando Coelho explica o processo de construção dessa sonoridade. “Mesmo antes de reunir a banda e montar o show, a Cris tinha o desejo de não repetir os arranjos. Por isso, decidimos não utilizar programações e imprimir a nossa personalidade musical às composições”, explica. “Ela nos deu liberdade, embora sempre soubesse o tempo inteiro o que queria para cada música. Os ensaios duraram cerca de três meses, com alguns intervalos. Chegamos a ensaiar seis horas por dia. E o resultado foi exatamente o que se viu no show. Nós sabíamos dos riscos, afinal, na maioria das músicas do disco nós fizemos as nossas próprias versões. Sabemos que Cris Braun tem uma musicalidade abrangente, mas a banda tem um pé no rock e tentou, na medida do possível, apresentar uma sonoridade mais ampla. O público foi incrivelmente generoso e o clima no palco ficou num misto de concentração e descontração”, avalia.

Cris Braun e os Fabulosos botaram todos de pé - Foto de Diogo Braz

Um elemento interessante do show foi o revezamento de instrumentos entre os músicos, dando uma dinâmica interessante e mostrando toda a versatilidade desse dream team. O guitarrista Aldo Jones aprovou o esquema. “Nós não colocamos nenhum baixista na banda. Conforme a necessidade, fomos vendo quem encaixava melhor na pegada da música e acho que ficou perfeita a divisão”, avalia. “Para mim, foi muito natural esse lance de revezar guitarra e baixo. Na verdade, depois q peguei o embalo deu vontade de tocar baixo o show todo. É diferente, muito massa”, explica.
Cris também gostou do resultado da apresentação. “Eu amei o show, nunca vi tudo dar tão certo numa estreia! Acho que as pessoas estavam felizes e envolvidas. Ensaiamos por meses, resolvi dar um clima alive ao disco, sem seguir o padrão de reproduzir 100% os timbres e arranjos. Então, temos um som de banda. O público deu uma resposta maravilhosa para o nosso som, foi ótimo”, avalia a cantora.
O público também aprovou, lotando o teatro e sendo participativo. “Eu achei o show bem bonito, adorei o disco e o show é uma outra peça que mostra a Cris mais dentro de uma banda (Os Fabulosos) com referencias de 80 e 90 e com desdobramentos pros anos 10 – que são em si releituras destes períodos. Achei super divertido e surpreendente por ser assim: 80, 90 e 10 ao mesmo tempo”, elogia o cantor e compositor Wado, que tem duas músicas suas gravadas por Cris Braun em Fábula.

Noite de Fábulas - Foto de Diogo Braz

A fotógrafa Bárbara Pacheco também elogiou a apresentação. “O show foi uma surpresa muito boa pra mim, que nunca tinha visto uma apresentação dela, tinha escutado apenas algumas músicas. O que mais me chamou atenção mesmo foi a voz forte, personalidade musical bem definida, a presença de palco marcante, a variedade das letras e ritmos das músicas que compõem o Fábula, a troca de energia intensa com o público. Eu, particularmente, saí com boas energias do teatro, que tava lotado de gente de diversas faixas etárias. Achei tão bom que o tempo passou rápido e o show pareceu um pouco curto”, avalia Bárbara.
Quem perdeu o show de estreia de Fábula ou mesmo aqueles que desejam viver novamente essa fabulosa experiência não pode deixar de conferir o show da cantora na segunda noite do Festival Maionese 2012. O festival acontece nos dias 09 e 10 de novembro, no Armazém 112 - Av. Walter Ananias (Antiga Av. Maceió) – Jaraguá. Vale conferir!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arquivo Linda: Elisa Lemos no Outras Ondas


O Projeto Outras Ondas terá a sua terceira edição nesta sexta, com o cantor Moacirleandro. Seguindo a fórmula simples de apresentar o trabalho de novos artistas da música alagoana, numa boa estrutura de palco, som e iluminação, o projeto Outras Ondas espera obter o mesmo sucesso das edições anteriores, como o show da cantora e atriz Elisa Lemos. Lembre como foi esse show que marcou o lançamento dessa jovem e talentosa artista, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em 14 de setembro.

A voz e a vez de Elisa Lemos
Cantora faz estreia em show brilhante pelo Outras Ondas

Diogo Braz

            Esqueçam a tímida Elisa Lemos que você pode ter conhecido pelos bastidores da música alagoana, ao lado do pai, o guitarrista Toni Augusto. Quando as luzes do palco se acendem, essa jovem cantora e atriz de dezenove anos assume o papel de uma estrela em nascimento, e é completamente convincente. Elisa arrancou aplausos e elogios de um Espaço Cultural Linda Mascarenhas abarrotado de gente, fez um show bonito, com uma presença de palco cativante e uma voz marcante.

Elisa Lemos e Toni Augusto em ação - Foto de Diogo Braz

            Esse foi o primeiro show de sua carreira, uma estreia em grande estilo, pelo projeto Outras Ondas, que pretende levar a produção de novos artistas a um público sedento por descobrir as riquezas culturais de sua terra. A iniciativa é uma ação conjunta de TV Educativa e Espaço Cultural Linda Mascarenhas, com participação da Educativa FM. Um projeto colaborativo que parece ter acertado em cheio na escolha de Elisa para estrelar uma de suas edições.
            No palco, Elisa tem o controle da situação. O bom entrosamento com os músicos Toni Augusto (guitarra e violões), Allysson Paz (bateria) e Anderson Silva (baixo) deixava transparecer um clima agradável em cena, fruto de ensaios e da qualidade técnica desses profissionais da música. Elisa explica como se sentiu em ação. “Acho que consegui me libertar da timidez, sentir cada música, interpretá-las sem fugir de minha essência”, avalia. Os arranjos bem elaborados e a escolha certeira do repertório também mostraram personalidade no trabalho de intérprete de Elisa, imprimindo sua marca em canções de Los Hermanos a Céu. “O repertório é o resultado do que venho escutando desde pequena. Algumas músicas eu conheci há pouco tempo, mas a maioria fez parte de minha infância”, revela a cantora.

Teatro lotado para ver a estreia de Elisa - Foto de Diogo Braz

            Um grande momento do show foi a participação do guitarrista e compositor Gabriel Cerqueira. Ele fez um dueto com Elisa em uma composição sua, que arrancou aplausos da platéia. “Eu conheço a Elisa através do Toni, que é um grande amigo do meu pai. A gente sempre se encontrou em vários momentos família mesmo e quando ela resolveu começar esse trabalho artístico, ela me falou e eu disse que tinha uma música pra ela. Ela gostou da música e me chamou pra participar”, explica Gabriel. “Foi uma satisfação muito grande ver a música sendo apresentada pela primeira vez. Elisa é um talento, já dá pra perceber que ela tem futuro. Quando a pessoa arrepia no palco, é um bom sinal”, elogia.

Elisa botou a plateia de pé - foto de Diogo Braz

O Público aprovou essa estreia musical de Elisa Lemos. Para o vocalista da banda Deslucro, Sandro Regueira, a cantora esbanjou talento. “Elisa mostrou um talento extraordinário, o que a música brasileira precisa: uma pessoa jovem, com expressão e vocação, fazendo aquilo do jeito que a galera quer ver: tinindo, porque a música é acima de tudo arte”, avalia.
O cantor Zé Miltons também aplaudiu o show da cantora. “Eu achei uma grande surpresa, fiquei impressionado e contente com o show. É uma geração nova, que vem crescendo e surpreendendo. Eu achei muito bom”, avalia.
Para Elisa, o público ajudou no sucesso do show “A plateia ajudou muito, todos muito animados; músicos, luz, som... Tudo foi de suma importância! Me senti honrada ao ver uma platéia repleta de amigos, familiares e muita gente que não conhecia também. Achei que a divulgação do show foi muito importante nessa parte”, elogia.

Recebendo o público no camarim - Foto de Diogo Braz

Os planos da cantora agora são de gravar seu disco. Para isso, a jovem Elisa tem mantido os ouvidos atentos para as canções dos compositores alagoanos. Talentosa!
           



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Divulgação: Anderson Fidellis e Cabroeira apresentam: Lula Vive


O Baião está de volta ao Espaço Linda Mascarenhas

Diogo Braz, com Release

Acontecerá amanhã a primeira das duas apresentações da segunda temporada do show Lula Vive, apresentado por Anderson Fidellis e Cabroeira.
No show, o cantor e sanfoneiro mostra toda sua habilidade com os instrumentistas da sua Cabroeira para fazer o que eles mesmos definem como um passeio pela história do baião através das belas obras de Luiz Gonzaga, em tributo ao Centenário do Rei do Baião.
O projeto foi contemplado pelo programa Vivência de Arte na UFAL 2012, já esteve em temporada no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. 

Anderson Fidelllis e Cabroeira - Foto de divulgação


Serviço
Anderson Fidellis e Cabroeira apresentam: Lula Vive, o baião do Rei no ano do seu Centenário. 
Dias 24 e 31 de outubro, às 20h no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. 
Os ingressos custam R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) 

sábado, 20 de outubro de 2012

LAB: Momo e Franny Glass


Laboratório de estética sonora
Mostrando a música contemporânea, LAB se firma como um dos grandes festivais de Maceió

Diogo Braz

Não é de hoje que os festivais musicais movimentam a produção e os cenários culturais dos locais onde acontecem. Há várias décadas, essas festas da música têm se destacado como oportunidades para que artistas e público se encontrem. Talvez, o que tenha mudado desde o surgimento dos festivais é que eles têm, cada vez mais, segmentado-se. Se o discurso do “não existem mais festivais” ainda ecoa por entre os mais desavisados, em Maceió eles têm dado gás aos artistas independentes e a um público seletivo, que se acostumou a atrações alternativas de qualidade. Os eventos que mais se destacam são o Maionese e o LAB, ao lado do recém-estreado Rock Cordel, patrocinado pelo BNB.
 Sintonizado com as demandas do cenário local, o Espaço Cultural Linda Mascarenhas tem firmado parcerias com esses produtores, ampliando ainda mais o efeito cultural desses acontecimentos no público alagoano. Em setembro, o Espaço Linda abrigou as oficinas culturais do Rock Cordel. Em novembro, irá abrigar algumas das oficinas do festival Maionese. Este mês de outubro, firmou parceria com os realizadores do festival LAB e abriu as portas para a boa música contemporânea.
No dia 07 de outubro, houve a primeira prévia do LAB, no Espaço Linda Mascarenhas, com shows do carioca Momo e do uruguaio Franny Glass. O LAB é um evento já consolidado na cidade, principalmente pela sua proposta estética de compor um lineup repleto de referências contemporâneas do mercado musical alternativo. O primeiro passo desta edição não poderia ter sido mais firme: com dois shows belíssimos, deixou o público que lotou o Espaço Linda encantado e com aquele gostinho de quero mais.


Momo - Foto de Diogo Braz

Momo
O carioca Marcelo Frota é o criador desse projeto de um homem só chamado Momo. Em sua música há uma melancolia recoberta por melodias tristes bem trabalhadas e uma voz calma e suave. Momo, que sempre faz shows acompanhado por sua banda, apresentou-se em formato voz e violão, presenteando a plateia com um raro e belo momento em sua carreira. Ex-integrante da banda Fino Coletivo (que tem em sua formação alguns alagoanos), Momo revelou que sempre quis tocar em Maceió. “Na verdade, estar aqui é a realização de um sonho mesmo. Eu escuto falar de Maceió desde que eu conheci o Wado, em 2001, e também com o pessoal do Fino Coletivo. Eu sei muita história daqui, dos bairros, das praias... isso já estava no meu imaginário. Eu estou muito feliz de poder tocar aqui”, explicou.
Acompanhado somente pelas seis cordas, Momo deixou muitos dos presentes emocionados ao cantar sucessos de sua discografia, como a canção Tempestade. Para o cantor, os festivais independentes proporcionam momentos importantes para público e artistas. “Eu acho os festivais fundamentais para que as bandas viabilizem os seus trabalhos. Eu cresci vendo muita gente tocar em festival, eu era moleque e pensava ‘um dia quero tocar nesse festival também’. Esses eventos potencializam, colocam uma semente na cabeça do artista, do músico. Então, é a possibilidade da coisa começar a acontecer”, avalia.

Franny Glass - Foto de Diogo Braz


Franny Glass
O uruguaio Gonzalo Deniz é um festejado nome da música uruguaia. Integrante da banda Mersey, o jovem cantor e compositor se lançou em um projeto solo chamado Franny Glass, em alusão a personagem de um romance de Salinger. Com três discos lançados, assim como Momo, Franny Glass está mais habituado ao formato voz e violão: assim é gravada a maioria de suas canções. Belas canções, bem trabalhadas, sutis, com letras que versam sobre o cotidiano, retratando a paixão de Gonzalo por livros, canções e cinema.
Tímido e simpático, o músico se encantou por Maceió. “Eu estou muito contente por estar em Maceió, por conhecer a cidade. Tudo o que vi é muito bonito, as pessoas são muito amigáveis”, elogiou.
Sobre o show, Franny Glass soube cativar o público de canção em canção, deixando uma recíproca boa impressão sobre a apresentação. “O show foi super bom, tinha bastante gente, todos aplaudiram, fizeram silêncio. Foi uma plateia bonita”, avaliou. “Eu não sabia o que esperar, essa foi minha primeira vez aqui. A gente sempre espera uma boa reação e deu tudo certo”. Ao cantar a sua versão para a canção “Esquadros”, de Adriana Calcanhotto (com qual ele participa de um disco-tributo latino americano à cantora), Franny Glass fez o público vibrar. “Eu participei desse disco por meio de um amigo, o Rodrigo Maceira, que me levou para tocar em São Paulo algumas vezes. Ele falou sobre esse tributo a Adriana, disse que a ideia era convidar bandas e artistas que poderiam soar interessantes interpretando Adriana Calcanhotto. A partir daí, eu comecei a escutar muito o trabalho dela e também mais música brasileira. Escolhi essa canção, mas nem sabia que era um clássico tão grande dela”, revela.
Sobre festivais como o LAB, Gonzalo também acredita que são ambientes importantes para artistas e público. “A internet possibilita que a gente seja compartilhado e que possa tocar em festivais em locais incríveis que a gente nunca pensou que poderia tocar. E graças a isso eu conheci muitos músicos de outros países, que não teria conhecido de outra maneira. Proporciona uma integração e nos deixa mais atentos ao que se passa internacionalmente”, explica.

LAB
Depois de uma noite com dois shows memoráveis, o LAB terá uma segunda prévia hoje, 20 de outubro, às 20hs, novamente no Linda Mascarenhas, com shows concertos de Lise + Barulhista e Ruído/mm. Imperdível!